Alertas de pesquisadores da Anthropic, uma das principais desenvolvedoras de inteligência artificial dos EUA, de que modelos cada vez mais poderosos poderiam escapar ao controle humano e até levar à extinção da humanidade chamaram a atenção na China, onde autoridades vêm se preparando para alguns desses mesmos riscos.

Estados Unidos e China são as duas principais forças propulsoras do desenvolvimento da IA de fronteira e da adoção global da tecnologia. As duas superpotências vêm entrando cada vez mais em conflito por causa das políticas de IA e das práticas do setor adotadas pela outra, e essas questões deverão ocupar lugar de destaque nas conversas bilaterais previstas para o fim deste mês.

Apesar da corrida para desenvolver sistemas de IA cada vez mais poderosos, marcos regulatórios e declarações públicas de Pequim mostram que as autoridades chinesas consideram a possibilidade de uma IA avançada escapar à supervisão humana efetiva grave o suficiente para exigir planejamento.

CHINA VÊ RISCOS NOS PRINCIPAIS MODELOS DOS EUA

O ministro da Segurança do Estado da China, Chen Yixin, escreveu em uma publicação do governo no domingo (13) que modelos avançados norte-americanos, como o Mythos, da Anthropic, e o GPT-5.5-Cyber, da OpenAI, poderiam representar sérios riscos à infraestrutura crítica de informação da China. Ele defendeu um fortalecimento abrangente da segurança da IA.