Um ministro israelense anunciou neste domingo (13) que pretende retirar a cidadania dos realizadores do documentário "Naza" por "traição ao Estado", após a obra dar voz a militares que acusam o Exército de Israel de realizar ataques contra civis palestinos na Faixa de Gaza.
Os jornalistas israelenses Yuval Abraham e Rachel Szor apresentam os depoimentos de 24 integrantes das forças israelenses, que descrevem como eram conduzidos bombardeios contra civis palestinos em Gaza com o auxílio de sistemas baseados em inteligência artificial.
"Naza" recebeu no sábado o prêmio especial do júri do Festival de Cinema de Veneza.
"Vou agir imediatamente para revogar a cidadania israelense desses desprezíveis criadores por traição ao Estado", escreveu o ministro da Cultura israelense, Miki Zohar, no X. Ele acusou os cineastas de tentarem "prejudicar sua pátria para receber aplausos de antissemitas do mundo inteiro".
A retirada da nacionalidade é legalmente possível em Israel, embora seja uma medida raramente aplicada. Em 2022, a Suprema Corte confirmou a possibilidade de o Estado remover a cidadania de pessoas consideradas desleais, como em casos de espionagem ou traição.










