Estrela de 58 anos retoma apresentações após diagnóstico de incurável síndrome da pessoa rígida, em 2022 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Céline Dion, emocionada, retorna aos palcos após seis anos de ausência — Foto: THOMAS SAMSON/AFP "On ne change pas" (A gente não muda). Mesmo após seis anos longe dos palcos: foi com essa música que Céline Dion deu início, na noite de sábado, a uma série de shows perto de Paris — um retorno inesperado para seus fãs de todo o mundo e um símbolo de sua resiliência. Visivelmente emocionada, a estrela quebequense de 58 anos teve de parar de cantar momentaneamente, tomada pela emoção, durante a primeira música, diante de cerca de 30 mil espectadores reunidos na Plenitude Arena de Nanterre, a oeste da capital, a maior arena coberta da Europa. — São, é claro, lágrimas de alegria; estou tão feliz em vê-los — disse ela ao público, após enviar beijos à plateia. — Chegou a hora, estamos aqui! Era uma promessa. Estou de pé no palco, nesta cidade que amo tanto, graças ao apoio e ao amor de vocês. Obrigada, muito obrigada. Enquanto isso, o público gritava seu nome. — Agarrei-me a um tênue raio de luz ao longe, no fundo das montanhas. Eu acreditava, eu acreditava. E aqui está: o sol chegou, o sol está diante de mim. Então, esta noite, quero cantar para vocês, cantar para mim, cantar a vida — concluiu, antes de dizer algumas palavras em inglês para os fãs que não falam francês e prosseguir com o espetáculo. Vestindo um modelo tomara que caia preto, ela subiu ao palco com 50 minutos de atraso. Na plateia, havia celebridades como as apresentadoras Ophélie Meunier e Laury Thilleman, o bailarino Guillaume Diop e o ator Vincent Dedienne, além da família da artista, em meio a milhares de fãs anônimos. Centenas de euros — É surreal estar aqui! Eu tinha certeza de que não a veríamos novamente — disse, entusiasmada antes do show, Elisabeth Landry, uma quebequense de 38 anos que mora perto da cidade natal da estrela, Charlemagne. Composta majoritariamente por mulheres, a multidão de fãs exibia vestidos ou blusas de lantejoulas, bochechas com glitter e camisetas com a imagem da estrela ou referências aos seus sucessos. Céline Dion volta aos palcos após seis anos de ausência — Foto: THOMAS SAMSON / AFP Desde que deixou Las Vegas rumo à França, no final de agosto, a cantora — que já vendeu mais de 260 milhões de álbuns — emendou uma série de ensaios para esse reencontro. Durante duas semanas, ela também transformou a contagem regressiva para o início de sua residência artística em uma espécie de show de abertura inédito: aparições quase diárias e interações com admiradores capazes de esperá-la até o meio da noite em frente ao hotel de luxo onde estava hospedada... Sem falar na avalanche de produtos licenciados, de camisetas a macarons. Com esses shows, Céline Dion enfrenta um novo e grande desafio, após ter superado, em 2016, a morte de René Angélil, seu empresário e pai de seus três filhos. Após o cancelamento de sua última turnê em março de 2020 devido à pandemia, seu desejo de voltar aos palcos foi frustrado pela síndrome da pessoa rígida. Essa doença neurológica incurável atormenta sua vida há cerca de vinte anos, mas só foi diagnosticada em 2022. À mercê de um novo episódio grave de paralisia, ela chegou a divulgar notícias alarmantes sobre sua saúde e, em seguida, afastou-se da vida pública para se tratar. A surpresa foi, portanto, total quando ela reapareceu, dois anos depois, na Torre Eiffel para a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris, com uma interpretação de "Hymne à l'amour", de Edith Piaf, que a elevou ao status de ícone. Performance sob os holofotes O anúncio, na primavera, desta nova série de shows — 16 apresentações até meados de outubro e 10 em maio de 2027 —, produzida pela gigante americana AEG Presents, deixou os fãs em polvorosa. No entanto, conseguir um ingresso foi uma verdadeira maratona, com preços que podiam chegar a centenas de euros, valores considerados proibitivos por alguns. O espetáculo de sábado começará a responder às dúvidas sobre a capacidade de Céline Dion de ainda interpretar seus sucessos, três noites por semana. Primeira artista feminina a lotar o Stade de France em 1999, ela sabe, contudo, como se preparar para as performances exigidas pelo seu repertório. "My Heart Will Go On" (do filme "Titanic", 1997) e "I'm Alive" (2002) estão entre seus sucessos indispensáveis em inglês. Já os fãs francófonos preferem "Pour que tu m'aimes encore" e "J'irai où tu iras", dois clássicos do álbum "D'eux" (1995), criado em parceria com Jean-Jacques Goldman, seu compositor de eleição. Além disso, duas músicas inéditas foram lançadas em 2026, servindo de prévia para um novo álbum.
Céline Dion, emocionada, retorna aos palcos após seis anos de ausência: 'Era uma promessa'
Estrela de 58 anos retoma apresentações após diagnóstico de incurável síndrome da pessoa rígida, em 2022















