Apesar dos pedidos do líder chinês Xi Jinping para que o Brics assuma um papel de protagonista na paz do Oriente Médio, o grupo integrado por Brasil e outros países adotou neste sábado (12) uma resolução apenas genérica acerca da paz na região conflagrada.

O texto final da 18ª reunião anual do grupo, realizada em Nova Déli (Índia), afirmou que seus membros expressam "profunda preocupação" com o conflito, pediu "máxima contenção" dos envolvidos e "uma abordagem multilateral" pela paz.

Nenhuma palavra sobre os beligerantes: Estados Unidos, Israel e Irã, nem sobre os outros 13 países da região afetados pela guerra iniciada por Donald Trump em 28 de fevereiro e ainda inconclusa.

Um dos motivos era a presença de dois deles à mesa: Irã e Emirados Árabes Unidos, principal alvo da retaliação de Teerã contra aliados americanos no golfo Pérsico. Nesse sentido, a existência de uma declaração unânime ainda que sem assinaturas foi uma vitória do anfitrião, o premiê Narendra Modi.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, também se encontrou com o enviado emirati, o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Khaled bin Mohamed bin Zayed, às margens da cúpula.