Os primeiros traços de consumo de estimulantes psicoativos por parte do ser humano podem remontar a cerca de 25 mil anos, muito antes do que se supunha, sugerem os restos ósseos de pessoas que teriam chupado nozes de bétele na Indonésia.

Os restos de dois caçadores-coletores da ilha indonésia de Sulawesi, provenientes de sítios arqueológicos do Pleistoceno tardio e do Holoceno médio, foram objeto de um estudo publicado nesta quarta-feira (9) pela revista Science Advances.

A quarta substância psicoativa mais consumida do mundo

A descoberta pode constituir a evidência mais antiga conhecida do consumo de substâncias psicoativas e "permitir deduzir as raízes pré-históricas de um dos estimulantes viciantes mais difundidos do mundo", indica a pesquisa.

A noz de bétele, também conhecida como noz de areca, é uma das drogas de origem vegetal mais populares da Ásia e do Pacífico Sul. Tradicionalmente, ela é mastigada na forma de uma mistura preparada conhecida como "betel quid" e proporciona uma sensação de leve euforia e aumento do estado de alerta.