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O relator deixou em sigilo diversas partes da investigação, o que gerou questionamentos de colegas da Corte

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou a alegação do ministro Alexandre de Moraes de que teria havido liberação seletiva ou retenção de documentos no levantamento parcial do sigilo do processo que apura suposta fraude no Banco Master. A resposta foi enviada ao presidente da Corte, Edson Fachin.

Na madrugada desta sexta-feira 11, Mendonça liberou para acesso público uma série de ações que apuram indícios de corrupção na instituição financeira após determinação de Fachin. No entanto, ele deixou de fora diversas partes da investigação, o que gerou questionamentos de colegas da Corte.

Em resposta, os ministros Cristiano Zanin e Moraes solicitaram o acesso aos dados de um celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador da instituição financeira, que estava à disposição do gabinete de Mendonça. Em resposta a Zanin, o ministro, porém, sustentou que as informações estão lacradas e o material segue “intocado até o presente momento”.