Ex-primeira-dama e madrasta de Flávio Bolsonaro subiu dois pontos percentuais em relação à pesquisa de agosto 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Michelle Bolsonaro e Leila do Vôlei, candidatas ao Senado pelo Distrito Federal — Foto: Waldemir Barreto e Cristiano Mariz Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira aponta a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) na liderança pela vaga no Senado do Distrito Federal, com 21%. A senadora Leila Barros (PDT), a Leila do Vôlei, que busca a reeleição, soma 18% das intenções de voto. No levantamento, ela aparece em empate técnico com a deputada federal Bia Kicis (PL), que pontuou 15%. Erika Kokay (PT) está com 14%. Neste ano, são duas vagas em disputa pelo Senado. Em relação à pesquisa de agosto, Michelle e Leila subiram dois pontos percentuais, cada uma. Elas tinham 19% e 16% das intenções de voto, respectivamente. Bia Kicis teve uma subida ainda mais expressiva ao sair de 11% para 15%. Erika também teve melhor performance entre os levantamentos: de 12% para 14%. Michelle e Bia Kicis são apoiadas pelo candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, enquanto Leila e Erika Kokay fazem palanque para o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva. O levantamento também apontou as intenções de votos dos candidatos Sebastião Coelho (2%), do Novo, Professor Guilherme Amorim (2%), da UP, Ronaldo Fonseca (2%), do PSD, Tiago (1%), do Agir, Avenir Rosa (1%), do Democrata, David Horn (1%), do PCO, Guto Felício dos Santos (1%), do PSDB, Marley (1%), do Avante, e Zanata (0%), do PSTU. O Datafolha ouviu 910 pessoas entre os dias 8 e 11 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais. A pesquisa foi encomendada pelo grupo Globo e pelo jornal Folha de São Paulo. Michelle, que é madrasta de Flávio Bolsonaro, vinha relutando em ter uma participação ativa na campanha presidencial após expor desavenças com o enteado, em vídeos divulgados no fim de junho. Na ocasião, ela disse ter sido "maltratada e desrespeitada" pelo senador após divergências em relação à montagem do palanque do PL no Ceará. Flávio e a cúpula do partido optaram por apoiar Ciro Gomes (PSDB) para governador no estado, enquanto a ex-primeira-dama se posicionou contrária à aliança. Diante do potencial desgaste para sua campanha, em especial com o eleitorado feminino, Flávio resolveu fazer gestos para tentar se reconciliar com Michelle. No final de julho, ele gravou um vídeo em que pediu desculpas à madrasta. Também por meio de um vídeo gravado, a ex-primeira-dama disse perdoá-lo e aceitou o pedido. Desde então, os dois têm feito um movimento gradual de aproximação. Michelle chegou a gravar com Flávio algumas peças para o horário eleitoral, mas, ao mesmo tempo, tem focado sua atuação política em eventos no DF para se reeleger senadora. Michelle faz campanha com a deputada Bia Kicis, que também tenta se eleger senadora, e com a governadora Celina Leão (PP), que busca a reeleição. Por sua vez, Leila, que já foi atleta olímpica de vôlei e concorreu pela primeira vez a um cargo político em 2018 ao se eleger senadora, busca renovar sua participação na Casa Legislativa. Sua chapa conta também com a petista Erika Kokay, que busca outra vaga no Senado, e o candidato do PT a governador do DF, Leandro Grass. Ela é da base do presidente Lula e uma das vice-líderes do governo no Congresso. Governo do DF: Celina descola de Arruda Após empate técnico na pesquisa de agosto, a governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP) disparou nas intenções de voto, com 40%, segundo levantamento do Datafolha divulgado nesta sexta-feira. Já o ex-governador do DF José Roberto Arruda (PSD) teve uma queda significativa e aparece com apenas 17%. Em seguida, aparece o candidato do PT, Leandro Grass, com 16%. Na primeira sondagem do instituto, em agosto, Celina tinha 30% das intenções de voto, seguida por Arruda, com 28%. O levantamento também apontou as intenções de votos das candidaturas de Paula Belmonte (6%), do PSDB, Capelli (3%), do PSB, Kiko Caputo (3%), do Novo, Professor Robson (2%), do PSTU, Professora Samara Mineiro (1%), da UP, e Elisson (1%), do Agir. Expedito Mendonça, do PCO, não pontuou. O Datafolha ouviu 910 pessoas entre os dias 8 e 11 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi encomendada pelo grupo Globo e pelo jornal Folha de São Paulo. Celina foi eleita vice-governadora na chapa encabeçada por Ibaneis Rocha (MDB) em 2022. Ela chegou a romper com o aliado após trocas públicas de acusações envolvendo a crise de fraude financeira do banco Master e a tentativa do Banco de Brasília (BRB) de comprar o Master. Em meio às rusgas, Ibaneis desistiu de ser candidato a senador, mas o MDB, seu partido, continua na base de Celina e apoia a candidatura dela. A governadora também conta com o apoio do PL, que lançou Flávio Bolsonaro ao Planalto, e tem em sua chapa as candidatas ao Senado Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL). Por sua vez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está representado na disputa pelo petista Leandro Grass, que já comandou o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e foi deputado distrital. Candidatura sob risco Nome competitivo na disputa, Arruda tem a sua participação no pleito alvo de questionamentos na Justiça Eleitoral. O Ministério Público Eleitoral pediu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) que negue o registro da candidatura do ex-governador. A Justiça Eleitoral ainda não tomou uma decisão sobre o pedido. Para a Procuradoria, Arruda continua inelegível por condenações por improbidade administrativa, algumas delas relacionadas a casos revelados pela Operação Caixa de Pandora, e permanece impedido de disputar eleições até 11 de dezembro de 2030. O ex-governador, por outro lado, diz que a punição já terminou e acusa adversários de tentarem tirá-lo da disputa “no tapetão”. Para considerar Arruda inelegível até 2030, o Ministério Público toma como ponto de partida uma condenação por improbidade relacionada a fatos ocorridos durante o governo Arruda. O processo envolveu pagamentos feitos pelo governo do DF a uma empresa por serviços prestados entre 2007 e 2009, sem cobertura contratual. Segundo a decisão reproduzida na manifestação, parte desses recursos foi desviada para o pagamento de propina. A Justiça afirmou que foi montado um esquema em que os valores pagos por meio de reconhecimento de dívida eram superfaturados para viabilizar os repasses ilegais. A discussão sobre a duração da inelegibilidade ganhou um novo capítulo com uma mudança feita na Lei de Inelegibilidades em 2025. A nova regra estabeleceu limites para a soma dos períodos de inelegibilidade quando uma pessoa acumula condenações por improbidade. No caso de Arruda, o Ministério Público considera que as diferentes condenações não tratam de fatos juridicamente conexos e, por isso, sustenta que o período de impedimento chega a 12 anos, contados desde dezembro de 2018.