Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira traz a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) na liderança da disputa pelo Senado no Distrito Federal, com 26%. Ela é seguida pela senadora Leila Barros (PDT), conhecida como Leila do Vôlei, que busca a reeleição e tem 17% Neste ano, são duas vagas em disputa pelo Senado. As deputadas federais Erika Kokay (PT), com 13%, e Bia Kicis (PL), com 11%, aparecem em seguida. Em relação à pesquisa Quaest de agosto, Michelle subiu um ponto percentual nas intenções de voto. Leila do Vôlei se manteve com 17%. Michelle e Bia Kicis são apoiadas pelo candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, enquanto Leila e Erika Kokay fazem palanque para o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva no DF. O levantamento também apontou as intenções de votos dos candidatos Sebastião Coelho (2%), do Novo, Professor Guilherme Amorim (1%), da UP, Ronaldo Fonseca (1%), do PSD, Tiago (1%), do Agir, e Zanata (1%), do PSTU. Avenir Rosa, do Democrata, David Horn, do PCO, Guto Felício dos Santos, do PSDB, e Marley, do Avante, não pontuaram. A pesquisa indicou ainda 13% de votos brancos e 16% de indecisos. Os resultados da pesquisa para o Senado consideram as menções para a primeira e a segunda vagas em um total que soma 100% das intenções de voto e mantém a proporção entre candidatos, brancos/nulos e indecisos. A Quaest entrevistou 1.104 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 4 e 7 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais. A pesquisa foi encomendada pela TV GLOBO. Celina Leão mantém liderança na disputa estadual Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira indica que a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), lidera a disputa pelo governo do DF, com 35% das intenções de voto — em agosto, ela apareceu com 34%. Em segundo lugar, aparece o ex-governador José Roberto Arruda (PSD), com 18%, e pelo candidato do PT, Leandro Grass, com 17%, que subiu quatro pontos percentuais em relação à última pesquisa. O levantamento também apontou as intenções de votos das candidaturas de Paula Belmonte (4%), do PSDB, Capelli (2%), do PSB, Kiko Caputo (1%), do Novo, e da Professora Samara Mineiro (1%), da UP. Elisson, do Agir, Professor Robson, do PSTU, Expedito Mendonça, do PCO, e Rico Pinheiro, do PRTB, não pontuaram. A pesquisa ainda registrou 7% de intenções de voto em branco e 15% de indecisos. A Quaest entrevistou 1.104 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 4 e 7 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais. A pesquisa foi encomendada pela TV GLOBO. Sucessão de Ibaneis Celina foi eleita vice-governadora na chapa encabeçada por Ibaneis Rocha (MDB) em 2022. Ela chegou a romper com o aliado após trocas públicas de acusações envolvendo a crise de fraude financeira do banco Master e a tentativa do Banco de Brasília (BRB) de comprar o Master. Em meio às rusgas, Ibaneis desistiu de ser candidato a senador, mas o MDB, seu partido, continua na base de Celina e apoia a candidatura dela. A governadora também conta com o apoio do PL, que lançou Flávio Bolsonaro ao Planalto, e tem em sua chapa as candidatas ao Senado Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL). Por sua vez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está representado na disputa pelo petista Leandro Grass, que já comandou o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e foi deputado distrital. Nome competitivo na disputa, Arruda tem a sua participação no pleito como alvo de questionamentos na Justiça Eleitoral. Em agosto,26Ministério Público Eleitoral pediu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) que negue o registro da candidatura do ex-governador. Para a Procuradoria, Arruda continua inelegível por condenações por improbidade administrativa, algumas delas relacionadas a casos revelados pela Operação Caixa de Pandora, e permanece impedido de disputar eleições até 11 de dezembro de 2030. O ex-governador, por outro lado, diz que a punição já terminou e acusa adversários de tentarem tirá-lo da disputa “no tapetão”. Para considerar Arruda inelegível até 2030, o Ministério Público toma como ponto de partida uma condenação por improbidade relacionada a fatos ocorridos durante o governo Arruda. O processo envolveu pagamentos feitos pelo governo do DF a uma empresa por serviços prestados entre 2007 e 2009, sem cobertura contratual. Segundo a decisão reproduzida na manifestação, parte desses recursos foi desviada para o pagamento de propina. A Justiça afirmou que foi montado um esquema em que os valores pagos por meio de reconhecimento de dívida eram superfaturados para viabilizar os repasses ilegais. A discussão sobre a duração da inelegibilidade ganhou um novo capítulo com uma mudança feita na Lei de Inelegibilidades em 2025. A nova regra estabeleceu limites para a soma dos períodos de inelegibilidade quando uma pessoa acumula condenações por improbidade. No caso de Arruda, o Ministério Público considera que as diferentes condenações não tratam de fatos juridicamente conexos e, por isso, sustenta que o período de impedimento chega a 12 anos, contados desde dezembro de 2018.