Clube também teve indicação de negativa para o jogo contra o Palmeiras na Copa do Brasil 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Festa da torcida do Vasco no Maracanã — Foto: Marcelo Theobald/Agência O Globo A direção do Vasco avalia entrar na Justiça comum para pedir a impugnação da licitação do Maracanã, hoje sob gestão do consórcio administrado por Flamengo e Fluminense. O Vasco entende que não foi feita uma concorrência que levou em conta a possibilidade de o clube entrar na administração. O movimento ganhou força depois das recusas constantes para uso do estádio pelo consórcio, especialmente pelo peso do Flamengo no contrato com o Fluminense. Nos últimos dias houve nova negativa para o Vasco usar o palco no jogo da Sul-Americana contra o Santa Fé, dia 15 de setembro. O Vasco já foi comunicado e marcou a partida para São Januário. O mesmo vale para a partida contra o Palmeiras, pela Copa do Brasil, no dia 8 de novembro, que também foi negada, mas informalmente. Na bronca, o Vasco alega que não há negociações possíveis para atuar no estádio pois o consórcio e o Governo do Rio estão tomados por pessoas ligadas ao Flamengo, o que inviabiliza o Maracanã por questões políticas, não técnicas. Recentemente, houve a entrada de Luis Felipe de Barros no lugar de Severiano Braga como diretor de operações. Barros teria sido indicação de Flávio Willeman, vice-presidente do Flamengo, procurador-geral do Estado e atual secretário da Casa Civil do Governo do Rio. O novo diretor integrou o grupo técnico que elaborou estudos, documentos e o Termo de Referência da licitação do complexo esportivo desde 2023. Naquele ano ele era presidente do Conselho de Fiscalização, Gestão e Operação do Maracanã pelo Governo do Rio. Willeman também teria indicado Antonio Panza como diretor-jurídico do consórcio, depois de o advogado atuar na mesma função no Flamengo, na época em que Willeman era vice-jurídico. Procurado, Flávio Willeman não retornou - As negativas que tivemos até o momento foram por questões técnicas. Vocês acabaram de ver as condições do gramado, e realmente não era possível incluir nenhum jogo na programação. Falar sobre um possível jogo do Vasco aqui é futurologia, porque ainda nem recebemos um pedido do clube. Quando recebermos, será avaliado, como foram avaliados os outros pedidos - disse o CEO do consórcio, Fred Nantes, nesta sexta-feira. Contrato não validado O consórcio, entretanto, se sustenta na não formalização do acordo em que Vasco, Flamengo e Fluminense elaboraram um memorando de entendimento, em abril de 2025. No documento, o clube de São Januário passaria a ter direito a mandar partidas no Maracanã. A questão é que o consórcio não assinou o contrato, apenas os clubes. E em tese ele não foi validado. O Vasco teria de quatro a oito jogos, mais os clássicos, por ano, em 2025 e 2026. A viabilidade dependeria da tabela da CBF e das competições internacionais. O acordo era para clássicos do Brasileiro. No total o Vasco estimava mandar 19 jogos no estádio pelo acordo.