João Drummond, neto do contraventor Luizinho Drummond, teve registro rejeitado nesta sexta-feira; Corte também barrou Mariana de Souza, mulher de foragido apontado como número dois do CV em Alagoas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 João Drummond (PRD) e a candidata a deputada federal Mariana de Souza (PP): os dois barrados pelo TRE — Foto: Reprodução/Instagram O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) barrou nesta sexta-feira a candidatura de João Drummond (PRD), neto do bicheiro Luizinho Drummond, a deputado estadual. Com a decisão, chegou a sete o número de candidatos que tiveram o registro negado pela Corte nestas eleições por suspeitas ou indícios de ligação com organizações criminosas. Nos casos julgados até agora, o tribunal analisou vínculos apontados pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) com facções, contravenção ou outros grupos criminosos. Além de João Drummond, foram barradas as candidaturas de Mariana de Souza (PP), Val Ceasa (PRD), Renato Machado, Diego Alba (PSDB), Paulo Lomenha e Vandro Família. As decisões ainda podem ser contestadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No caso de Alba, o TRE-RJ considerou relatórios de inteligência da própria Corte segundo os quais ele teria recebido aval da cúpula do Comando Vermelho para fazer campanha em áreas dominadas pela facção. O tribunal também levou em conta uma condenação anterior, já cumprida, por quadrilha armada e registros de agendas do candidato nesses territórios. O PSDB afirmou que vai recorrer e contestou a associação entre fazer campanha em comunidades e ter apoio do crime organizado. O caso de João Drummond foi analisado no mesmo dia em que o TRE-RJ rejeitou, por unanimidade, o registro de Mariana de Souza à Câmara dos Deputados. Segundo o MPE, ela mantém “vínculos profundos” com o alto escalão do Comando Vermelho (CV) e é casada com Wilson Marques de Albuquerque, o “Zé Dirceu”, foragido apontado pela Secretaria de Segurança Pública de Alagoas como número dois da facção no estado. Sete barrados, mas Junior da Lucinha é liberado A sequência de decisões faz parte de uma ofensiva do TRE-RJ para impedir a participação eleitoral de candidatos que, segundo elementos apresentados pelo Ministério Público, mantenham vínculos com organizações criminosas. A Corte vem aplicando o entendimento de que a Justiça Eleitoral pode negar registros diante de elementos que indiquem participação direta ou indireta em grupos criminosos, mesmo quando o candidato não está inelegível pela Lei da Ficha Limpa. Isso não significa, porém, que todas as impugnações com esse fundamento estejam sendo acolhidas. Nesta sexta-feira, o TRE-RJ liberou por unanimidade a candidatura de Junior da Lucinha à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).