Relatório feito pela empresa afirma não ter evidências de que célula tenha conseguido produzir dispositivo operacional com I.A. 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Logo da interligência artificial do Claude em um smartphone — Foto: Andrey Rudakov/Bloomberg Uma célula no Iêmen usou o Claude, inteligência artificial (IA) da Anthropic, para tentar desenvolver armas teleguiadas, informou a empresa americana nesta quinta-feira, enquanto os rebeldes Houthis lançam uma grande ofensiva no país. A Anthropic não revelou a identidade da célula. O grupo é provavelmente ligado aos Houthis, insurgentes apoiados pelo Irã que controlam grande parte do norte do Iêmen, incluindo a capital, Sanaa. "Identificamos uma célula maliciosa baseada no norte do Iêmen que estava conduzindo três programas de desenvolvimento de armas", afirmou a Anthropic em um relatório que detalha como interrompeu operações ilegais originárias de diversos países. Os projetos incluíam um foguete guiado com uma calculadora de voo semelhante a um smartphone e sistema de orientação automática, um míssil balístico com alcance superior a 2.000 km e um projétil equipado com um “planador hipersônico”, segundo o relatório. A célula utilizou o Claude para substituir uma equipe de engenheiros especializados no desenvolvimento de softwares de orientação, navegação e controle de armas. Segundo a empresa, o grupo chegou a realizar um teste de lançamento de um foguete guiado, mas a tentativa fracassou. — Não temos evidências que indiquem que eles tenham conseguido implantar um dispositivo operacional — enfatizou a Anthropic.