Companhia aérea da Letônia, cujo controle majoritário pertence ao Estado letão, informou que busca recursos junto aos detentores de títulos em uma corrida contra o tempo para afastar o risco de calote 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 As alternativas da AirBaltic são “bastante limitadas” caso os credores e partes interessadas não aprovem o plano de financiamento externo, afirmou a Fitch Ratings à Reuters, estimando que a companhia aérea da Letônia precisa de 156 milhões de euros em recursos para manter suas operações no curto prazo. A empresa aérea, cujo controle majoritário pertence ao Estado letão, informou que busca recursos junto aos detentores de títulos em uma corrida contra o tempo para afastar o risco de calote. A AirBaltic havia solicitado aos credores que aprovassem hoje um plano para captar até 257 milhões de euros por meio de uma nova emissão de dívida com vencimento em fevereiro de 2027. Onetm, contudo, a companhia remarcou a assembleia para a próxima terça-feira (15), “com o objetivo de conceder aos credores tempo adicional para analisar a minuta da resolução e enviar suas instruções de voto tempestivamente”. “Obter a aprovação deste financiamento junto às partes envolvidas é fundamental”, disse Raman Singla, diretor de classificações corporativas da Fitch Ratings. A companhia aérea sinalizou forte estresse financeiro pela primeira vez em março, após seus custos com combustível de aviação dispararem em meio aos desdobramentos da guerra dos Estados Unidos e Israel com o Irã. Os problemas enfrentados pela operadora colocam em evidência as dificuldades que companhias aéreas financeiramente mais frágeis têm para repassar o encarecimento do querosene de aviação gerado pelo conflito bélico. A nova emissão de dívida teria preferência de pagamento sobre as garantias, que incluem oito aeronaves e sete motores, ao passo que os títulos com vencimento em 2029 seriam rebaixadas para a terceira prioridade de recebimento. Segundo analistas, essa estrutura esteve por trás do recente salto nos rendimentos dos papéis nesta semana. A segunda classe de prioridade abrangeria os títulos repactuados, por meio dos quais os credores atuais trocam sua exposição pela nova emissão. Se a nova dívida de curto prazo for efetivamente emitida, ela precisará ser substituída por uma composição de financiamento de longo prazo para tornar a operação sustentável, pontuou Singla. “Contudo, caso um financiamento de longo prazo seja estruturado a tempo, acompanhado pela redução da frota, isso poderá ser um fator determinante para a sobrevivência do negócio no longo prazo”, acrescentou o analista. Em julho, o primeiro-ministro da Letônia declarou à Reuters que o governo está em tratativas com um investidor para assumir a companhia aérea em dificuldades. Para Singla, a AirBaltic “poderia ser uma proposta comercial atrativa, desde que com uma estrutura de capital sustentável e um plano de crescimento consistente”. A frota totalmente arrendada da AirBaltic, combinada ao elevado cupom de seus títulos de dívida, comprimiu severamente a capacidade da empresa de gerar caixa e financiar sua meta anterior de expansão, que visava atingir uma frota de 100 aeronaves, destacou Singla. O rendimento dos 380 milhões em títulos de dívida da companhia com vencimento em 2029 registrou forte queda hoje, após um pico na quarta-feira, quando a cotação dos papéis desabou para mínimas históricas. O “yield” dessas notas saltou mais de 20 vezes ao longo deste ano, precificando o aumento substancial na percepção de risco de crédito da operadora. O fundo Polus Capital, que se comprometeu a subscrever ao menos metade da nova emissão que será votada na semana que vem, não quis comentar o assunto. — Foto: Pixabay
AirBaltic tem opções ‘limitadas’ e precisa de 156 milhões de euros para operar no curto prazo
Companhia aérea da Letônia, cujo controle majoritário pertence ao Estado letão, informou que busca recursos junto aos detentores de títulos em uma corrida contra o tempo para afastar o risco de calote







