Na Polymarket, o volume negociado é o segundo maior entre contratos sobre política no mundo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Tela do site da Polymarket — Foto: Gabby Jones/Bloomberg As plataformas de mercado preditivo não têm autorização para operar no Brasil, mas a eleição brasileira está movimentando muito dinheiro nas operações no exterior das duas principais empresas desse segmento. Contratos sobre as eleições presidenciais de 2026 movimentavam mais de US$ 150 milhões (R$ 765 milhões) nesta quinta-feira (10) na Kalshi e na Polymarket. Não há dados públicos que indiquem se há usuários brasileiros nesse volume. Mercados preditivos são plataformas de negociação de contratos cujo valor está ligado à ocorrência de eventos futuros incertos, como indicadores econômicos, resultados esportivos, políticos ou de entretenimento. Polymarket e Kalshi são apontadas como as líderes desse segmento. Na Polymarket, o volume negociado passa dos US$ 147 milhões (R$ 750 milhões), o segundo maior entre contratos sobre política no mundo hoje, enquanto, na Kalshi, os contratos que permitem negociar sobre o resultado da disputa pela Presidência brasileira movimentaram US$ 4,5 milhões (R$ 23 milhões), de acordo com dados exibidos pelas próprias plataformas, consultados às 18h. A mudança nas cotações dos contratos coincidiu com uma forte melhora dos ativos domésticos nesta quinta-feira. Investidores passaram a associar a maior probabilidade de mudança na política econômica a partir de 2027. O Ibovespa fechou em alta de 1,42%, aos 188,2 mil pontos, maior valor nominal desde abril. O DI para janeiro de 2029 recuou de 13,86% para 13,83%, o contrato para janeiro de 2031 caiu de 14,09% para 14,03%, e o dólar à vista fechou em baixa de 0,18%, cotado a R$ 5,1026. Em abril, a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, concluiu que contratos baseados em eventos não financeiros, como eleições, podem ser enquadrados como apostas de quota fixa. Segundo a pasta, a oferta dessa modalidade sem autorização é irregular, e plataformas que a disponibilizam devem ser bloqueadas. O bloqueio aos sites mantidos no exterior é feito pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Os dados públicos disponíveis não permitem dizer a nacionalidades dos investidores que estão negociando os contratos nas plataformas. Procuradas pelo Valor, as empresas não se manifestaram. Elas foram questionadas sobre a situação regulatória de suas operações no Brasil, a oferta de contratos relacionados à eleição presidencial e se consideram ter autorização para disponibilizar esses mercados a usuários brasileiros. O espaço permanece aberto para a manifestação das plataformas.
Polymarket e Kalshi somam mais de US$ 150 milhões em apostas sobre eleição de 2026
Na Polymarket, o volume negociado é o segundo maior entre contratos sobre política no mundo






