Sob a administração Tarcísio de Freitas, São Paulo promove a maior liquidação de terras públicas de sua história recente. Com descontos que podem chegar a 90%, até o momento mais de 106 mil hectares de áreas devolutas foram transferidos a 236 fazendeiros. CartaCapital teve acesso aos relatórios anuais da Fundação Instituto de Terras de São Paulo, o órgão do governo paulista responsável pelas políticas agrária e fundiária, obtidos pelo mandato do deputado estadual Paulo Fiorilo, do PT. Os documentos demonstram as áreas “à venda” e os beneficiados. O subsídio estatal para a regularização fundiária pode ultrapassar 1 bilhão de reais, destinado a infratores ambientais, grileiros e doadores de campanha de aliados do governador.
A maior parte das terras concentra-se no Pontal do Paranapanema, no extremo oeste do estado, região marcada por três séculos de grilagem e conflitos territoriais. Os municípios de Presidente Venceslau e Teodoro Sampaio representam mais de 40% de todas as solicitações, seguidos por Rosana, Pirapozinho, Presidente Bernardes, Presidente Epitácio e Presidente Prudente. Com a Lei 17.557/22, promulgada por Freitas para criar o Programa Estadual de Regularização de Terras, áreas outrora invadidas foram entregues aos fazendeiros – muitos deles herdeiros diretos dos invasores.






