Em relatório enviado ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino em julho, a CGU (Controladoria-Geral da União) apontou seis repasses de emendas de cinco deputados federais às entidades ligadas à produtora do filme "Dark Horse".

A auditoria embasou a investigação feita pela PF (Polícia Federal) que culminou na operação deflagrada nesta quinta-feira (10).

O trabalho do órgão aponta que os ex-deputados Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Carla Zambelli (PL-SP) teriam transferido emendas Pix à Academia Nacional de Cultura (ANC), presidida por Karina Gama, dona da produtora Go Up, responsável pela produção do filme que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em auditoria feita em julho a pedido de Dino, a CGU apontou repasses de R$ 3,6 milhões de quatro deputados à ANC. Os valores iriam bancar dois projetos: a série "Heróis Nacionais – Filhos do Brasil que não se rende" e o espetáculo musical "Amor Ainda É Tudo".

Desse total, R$ 2 milhões foram repassados por Zambelli. Ramagem pagou R$ 500 mil. O restante foi desembolsado pelos deputados Marcos Pollon (PL-MS) e Bia Kicis (PL-DF).