As fusões e aquisições estão se acelerando na cadeia de suprimentos aeroespacial, à medida que cronogramas de produção mais claros da Boeing e da Airbus conferem aos compradores maior confiança na demanda de longo prazo, de acordo com dados do setor e entrevistas com negociadores e fornecedores.

Até agosto, o banco de investimentos Janes Capital Partners, especializado em defesa aeroespacial, registrou 154 acordos no setor aeroespacial divulgados publicamente neste ano, um número pouco abaixo do recorde anual de 159 estabelecido em 2019.

Os compradores estão buscando fornecedores com mão de obra escassa, capacidades de fabricação especializadas e capacidade que possa ajudar a atender à crescente produção de aeronaves. Os principais fabricantes também buscam garantir o fornecimento de componentes essenciais.A GE Aerospace anunciou nesta semana a aquisição, no valor de US$ 12 bilhões (R$ 61,08 bilhões), da Consolidated Precision Products, fornecedora de peças fundidas, em meio à corrida para expandir a produção de motores. Em outro grande negócio, a Parker Hannifin concordou, em maio, em comprar a divisão aeroespacial da Circor —que fabrica sistemas de atuação e trens de pouso— da empresa de private equity KKR por US$ 2,6 bilhões (R$ 13,26 bilhões).