Elon Musk ameaçou ir para a Justiça contra "Musk", documentário dirigido por Alex Gibney. Em uma carta enviada aos responsáveis pelo filme, o advogado do bilionário, Alex Spiro, afirma que a produção apresenta informações falsas e potencialmente difamatórias sobre o empresário, especialmente a respeito de sua atuação na eleição presidencial americana de 2024.

O filme de quase quatro horas causou alvoroço na estreia, nesta terça-feira, no Festival de Veneza, onde recebeu uma ovação de pé de cinco minutos. A data de chegada nos cinemas dos EUA está prevista para 16 de outubro.

A principal objeção envolve o depoimento de Ashley St. Clair, ex-companheira de Musk e mãe de um de seus filhos. Ela conta que, antes da eleição, o empresário teria falado em desencadear uma "anomalia na Matrix" e enviado uma mensagem dizendo ter "dez mil lasers no espaço". Questionada pelo diretor, St. Clair especula que a frase poderia ser uma referência à rede de satélites Starlink.

Spiro sustenta que a montagem dessa passagem insinua, sem provas, que Musk teria empregado a Starlink para interferir na eleição e favorecer Donald Trump. O advogado afirma que a rede não estava ligada à contabilização dos votos e lembra que autoridades eleitorais, especialistas em segurança digital e agências de checagem já haviam rejeitado teorias sobre uma suposta manipulação eleitoral por meio da empresa.