Retração das atividades de informação e comunicação compensou avanço dos demais ramos e freou resultado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 De grande peso no setor, serviços de informação e comunicação recuaram 2,5% em julho e devolveram parte do avanço acumulado entre abril e junho — Foto: Unplash/Reprodução O setor de serviços ficou novamente estável em julho, na comparação com o mês anterior, quando havia variado 0,1%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quinta-feira. Das cinco atividades pesquisadas, quatro tiveram alta em julho. O avanço, porém, foi insuficiente para puxar o resultado para cima. O motivo foi a queda de 2,5% do setor de informação e comunicação, segmento que tem peso relevante no índice e mais que compensou os avanços dos demais ramos. Luiz Carlos Junior, analista da pesquisa do IBGE, evita falar em mudança de trajetória ou reversão de tendência para o segmento de informação e comunicação, que tem peso de 23,46% na pesquisa, e segue apresentando dinamismo importante ao longo do ano, muito puxado pelos serviços de TI. Setor 'anda de lado', com transportes em queda Ao mesmo tempo, o analista do IBGE reconhece que a queda de 1,4% acumulada no ano pelo segmento de transportes - o de maior peso na pesquisa, com participação de 36,40% - também vem pressionando o resultado geral. Segundo ele, o setor rodoviário vem sendo impactado pelo aumento do custo do óleo diesel em meio à guerra no Oriente Médio. — O setor (de serviços) estagnou no ponto mais alto da série — afirma. — Outros serviços tem mantido o comportamento de lateralidade, enquanto alguns tem dinamismo. Essas forças se anulam e dão o tom do por quê desse comportamento do setor de serviços desde outubro de 2025 andando muito próximo do histórico observado naquele mês. Ainda perto do recorde Embora sem crescimento em julho, o setor continua próximo do maior nível da série histórica. O volume de serviços está apenas 0,2% abaixo do pico alcançado em outubro do ano passado. No ano, o avanço de 1,9% foi sustentado principalmente pelo segmento de informação e comunicação, que cresceu 6,5%, puxado por atividades como telecomunicações, consultoria em tecnologia da informação, hospedagem na internet e desenvolvimento de softwares. Os serviços profissionais, administrativos e complementares tiveram alta de 2,4%, enquanto os serviços prestados às famílias cresceram 2,2%. Em sentido contrário, os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio recuaram 1,4% no acumulado do ano. Outros serviços tiveram queda de 0,1%. Em julho, segundo o IBGE, o setor de transportes avançou 0,4%, puxado pelo transporte de passageiros, favorecido pelo período de férias. Já os serviços profissionais, administrativos e complementares cresceram 0,6%, com destaque para atividades como locação de automóveis, serviços de engenharia e agências de viagens. Também houve alta de 0,7% em outros serviços e de 0,5% nos serviços prestados às famílias. Na outra ponta, a queda de atividades de tecnologia da informação, dentro de informação e comunicação, e de seleção de mão de obra, nos serviços profissionais, administrativos e complementares, ajudou a limitar o resultado do setor. Turismo avança 2,7% As atividades turísticas tiveram desempenho melhor em julho, mês de férias escolares. O volume do setor cresceu 2,7% em relação a junho e recuperou parte da queda de 4% registrada entre maio e junho. São Paulo teve alta de 3,5% no mês, enquanto Bahia e Paraná avançaram 8,6% e 6,7%, respectivamente. Minas Gerais registrou crescimento de 2,8%. Transporte de passageiros sobe, mas ainda recua no ano O transporte de passageiros cresceu 2,9% em julho, na comparação com junho, recuperando parte da queda acumulada de 4,6% nos dois meses anteriores. Já o transporte de cargas avançou 1% no mês, após ficar estável em junho. Na comparação com julho de 2025, porém, o transporte de passageiros recuou 7,4%, no quarto resultado negativo consecutivo. O transporte de cargas caiu 1,1%.
Setor de serviços fica estagnado pelo segundo mês seguido, diz IBGE
Retração das atividades de informação e comunicação compensou avanço dos demais ramos e freou resultado








