Cinco pessoas já foram condenadas a penas de até 34 anos de prisão pelo crime 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Cartaz do candidato presidencial Fernando Villavicencio, assassinado no Equador — Foto: AFP Um ex-policial e um ex-empresário equatorianos, supostamente envolvidos no assassinato do candidato à presidência Fernando Villavicencio em 2023, serão extraditados para os Estados Unidos, anunciou a Procuradoria-Geral da República nesta quarta-feira. Daniel Salcedo e o ex-agente de inteligência identificado como R.P.H.R. fazem parte da investigação sobre os mentores do assassinato de Villavicencio. O então candidato foi morto a tiros por um pistoleiro colombiano ao sair de um comício em Quito, uma semana antes das eleições antecipadas de agosto de 2023. Cinco pessoas já foram condenadas a penas de até 34 anos de prisão pelo crime. Em depoimento pré-julgamento, R.P.H.R. detalhou a vigilância que realizou sobre o candidato à presidência, supostamente a pedido do ex-ministro José Serrano, que está atualmente preso no Equador após ser deportado dos Estados Unidos. A Procuradoria-Geral da República acusa Serrano de planejar o assassinato. Candidato à presidência do Equador é assassinado em Quito Nesta quarta-feira, segundo a Procuradoria, o ex-policial "consentiu com o pedido das autoridades americanas" para ser extraditado, assim como Salcedo, um empresário que cumpre pena por corrupção na venda de suprimentos hospitalares e com ligações com o narcotráfico. O processo de extradição levará aproximadamente 30 dias. Também estão sob investigação o empresário Xavier Jordán, residente nos Estados Unidos, e o ex-parlamentar Ronny Aleaga, que, assim como Serrano, é um apoiador do ex-presidente de esquerda Rafael Correa (2007-2017), duramente criticado por Villavicencio, um jornalista investigativo que deixou seu cargo na Assembleia Nacional para se candidatar à presidência. Um colombiano que realizou o atentado foi morto pelos seguranças do candidato à presidência. Outros seis homens da mesma nacionalidade, supostamente ligados à tentativa de assassinato, foram mortos na prisão. Após o crime, os Estados Unidos ofereceram uma recompensa de até cinco milhões de dólares para encontrar os responsáveis.