Finalmente um avanço na detecção do câncer de intestino na população brasileira.

Você lembra que o intestino é dividido em duas partes principais: delgado e grosso. Por um capricho biológico, câncer no delgado é muito raro. Em mais de 50 anos de oncologia, devo ter visto uma dúzia desses casos, ao lado de mais de mil pacientes com carcinoma de cólon ou reto.

No Brasil, esse é o segundo tipo mais frequente em homens, e o terceiro nas mulheres. A mortalidade é alta, porque de cada 3 pacientes operados, 2 apresentam tumores em fase já avançada.

O diagnóstico costuma ser tardio, porque os sintomas iniciais são discretos: cólicas, sangramento fecal, episódios de diarreia seguidos de obstipação, dores abdominais, perda de peso, anemia.

Embora variada, a sintomatologia não é específica: presença de sangue nas fezes pode ser invisível ou atribuída a hemorroidas, existentes ou não; obstipação depois de quadro de diarreia também ocorre em intoxicações alimentares; flatulência provoca desconforto abdominal sem maior significado; perda de peso tem muitas causas; anemias geralmente se manifestam por cansaço muitas vezes menosprezado.