A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) marcou para 17 de dezembro o novo leilão do aeroporto de Brasília, que passou por repactuação no TCU (Tribunal de Contas da União) e será oferecido à iniciativa privada em um bloco com outros dez terminais.

O processo prevê a venda da totalidade das ações da Inframerica, concessionária que administra o aeroporto de Brasília atualmente, e dá continuidade à solução consensual conduzida pelo TCU.

Em abril, o Ministério de Portos e Aeroportos previa investimentos de R$ 1,2 bilhão somente no aeroporto de Brasília, no tempo restante do contrato. O aporte deve ser utilizado para construção de um novo terminal internacional, implantação de um edifício garagem e de uma nova via de acesso ao aeroporto e aquisição de equipamentos de segurança e inspeção de passageiros e bagagens.

A Anac afirma ter feito ajustes nas minutas do edital e do termo aditivo, após receber mais de 140 manifestações na consulta pública feita ao setor. As sugestões trataram de temas como modelagem econômica, aeroportos regionais, infraestrutura, indenizações, governança e distribuição de riscos.

A nova concessionária terá de fazer pagamento de R$ 628,8 milhões, definido como preço de compra, valor que terá correção diária pela taxa CDI acumulada até o pagamento e será recebido pelos acionistas na proporção de sua participação acionária.