A elevada publicidade das casas de apostas esportivas, as bets, a indisciplina da seleção argentina e a falta de comprometimento de jogadores brasileiros durante a Copa do Mundo deste ano tornam oportuno relembrar Pelé.
Na década de 1960, a indústria do tabaco dominava os meios de comunicação com suas propagandas. Pelé recusou propostas milionárias para estampar anúncios de cigarro: entendia que, como atleta, promover o tabagismo transmitiria um exemplo negativo a jovens e fãs. Hoje, diversos jogadores associam sua imagem a casas de apostas —um hábito que se mostra extremamente nocivo às famílias brasileiras.
Nesta Copa 2026, houve inúmeros episódios de falta de fair play da seleção argentina Copa: agressões dentro e fora de campo, desrespeito à Espanha no momento da premiação. A prática não é nova. Maradona, o maior ídolo do país, foi praticamente expulso do Barcelona, e sem clubes dispostos a contratá-lo, acabou no Napoli.
Pelé, por sua vez, sempre foi reconhecido pela conduta exemplar em campo e pelo respeito aos adversários, mesmo sendo alvo constante de faltas violentas. O abraço entre Pelé e Bobby Moore capturado por John Varley durante a copa de 1970 tornou-se, até hoje, símbolo de respeito no esporte.






