Bolsonaristas elevam pressão sobre Alcolumbre, entraram com pedido de impeachment do presidente do Senado e tentam protesto em seu reduto eleitoral 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Hugo Motta, Davi Alcolumbre e Edson Fachin — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo Aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), dizem que a Casa Legislativa não deve dar nenhuma resposta para a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) antes do período eleitoral. A avaliação no entorno de Alcolumbre é que as pressões por uma reação são discursos naturais de uma campanha política e que qualquer decisão só deve ser tomada após o resultado das urnas. Alcolumbre tem sido pressionado por parlamentares bolsonaristas, que usaram protestos marcados em diversas cidades durante o Sete de Setembro, Dia da Independência, para tentar fazer o senador pautar pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) convocou seus seguidores nas redes sociais a realizar protestos em Macapá, reduto eleitoral do presidente do Senado. A previsão é que o ato aconteça no próximo domingo. Na semana passada, o senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, se queixou diretamente de Alcolumbre e disse que ele “tenta proteger” Moraes. — Ele (Alcolumbre) se equivocou. Queria proteger um amigo, em vez de proteger a instituição. Está perdendo uma grande oportunidade de resgatar a credibilidade não só do Senado, mas também de devolver o Supremo ao povo. Há um embate entre os ministros do STF André Mendonça e Alexandre de Moraes. Mendonça. Nesta terça-feira, Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, do cargo, sob a justificativa de que os integrantes da Corte, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e os servidores da Polícia Federal “exerçam suas atribuições sem constrangimentos ilegais”. A decisão foi revertida um dia depois por decisão do ministro do STF Flávio Dino. O embate entre Mendonça e Moraes e a consequente crise no STF escalou na última quinta-feira com um pedido apresentado por Moraes para que o colega seja investigado pelo que classificou como “indícios de crimes” cometidos na condução de inquéritos sob sua relatoria, em especial o relativo ao escândalo do Banco Master. No pedido, Moraes cita um relatório elaborado pela PF. Um senador próximo de Alcolumbre avalia que o Senado não tem como articular uma reação à crise enquanto estão indefinidos os resultados das urnas, tanto para a eleição de presidente da República, quanto para a eleição de senadores. Esse mesmo parlamentar avalia que Alcolumbre terá um papel importante qualquer que seja o resultado da eleição e que, mesmo no cenário de um fortalecimento de uma bancada de senadores bolsonaristas e que pressionem por um enfrentamento ao STF, deverá haver espaço para diálogo já que Alcolumbre continuará no comando da Casa pelo menos até fevereiro de 2027. Há também um entendimento que boa parte do discurso de enfrentamento usado pelos candidatos nesse período pode ser modulado após o fim da campanha eleitoral. Por sua vez, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, senador Otto Alencar (PSD-A), criticou as cobranças sobre o presidente do Senado, mas também minimizou os efeitos que a pressão terão sobre a Casa. — Estão aproveitando o período eleitoral para ter ganhos políticos em cima desse momento. Vi por exemplo o senador Carlos Viana pedir o impeachment do Davi, como se o Davi tivesse cometido algum crime. No período eleitoral surgem casos de salvador da pátria — declarou Otto.
Alvo de ato marcado por Nikolas, Alcolumbre não deve reagir a embate entre ministros do STF, dizem aliados
Bolsonaristas elevam pressão sobre Alcolumbre, entraram com pedido de impeachment do presidente do Senado e tentam protesto em seu reduto eleitoral








