Representantes da indústria espacial esperam fechar diversos contratos sob a cúpula de vidro do Grand Palais, que recebe o encontro de dois dias, promovido pelo presidente francês, Emmanuel Macron. Cerca de 120 países foram convidados, com exceção de Rússia, Irã e Coreia do Norte.
Por trás da disputa pelo acesso ao espaço está um mercado em forte expansão. Segundo estudo da consultoria PwC divulgado na terça-feira (8), a economia espacial mundial, que ultrapassou US$ 500 bilhões (cerca de R$ 2,54 tri) em 2025, deverá chegar a US$ 1,1 trilhão (ou R$ 5,5 tri) até 2035, impulsionada pelas comunicações via satélite, navegação, observação da Terra, serviços de lançamento e atividades relacionadas à Lua.
Especialistas garantem que a Europa conseguirá manter seu espaço nesse mercado. "Temos a sorte de contar com muito capital humano, engenheiros aeroespaciais e profissionais em todas as áreas do setor", afirmou à AFP Mathieu Luinaud, especialista da PwC.
A consultoria Deloitte, por sua vez, alerta para o risco de a Europa ficar para trás e defende encomendas públicas garantidas e uma melhor coordenação dos investimentos, para evitar que cada país desenvolva seus próprios projetos.
Europa pressionada entre EUA e China










