Milhares de pessoas se alinharam na avenida Karl Johan, no centro da capital, segundo a polícia. Entre os convidados estavam o príncipe William e a princesa Anne, do Reino Unido 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Membros das forças armadas da Noruega formam uma fileira enquanto o caixão do rei Harald da Noruega é transportado do Palácio para a Catedral de Oslo no dia de seu funeral — Foto: Ole Berg-Rusten/ Reuters O rei Harald V, da Noruega, foi sepultado nesta quarta-feira, em uma série de cerimônias que marcaram o fim de 13 dias de luto nacional após sua morte, aos 89 anos. Harald, um reformista que passou mais de três décadas no trono depois de gradualmente sair da sombra de seu pai, popular e carismático, morreu em um momento de múltiplas crises para a família real norueguesa. Uma procissão a pé partiu do palácio real em direção à Catedral de Oslo às 12h no horário local, acompanhada pelo som de canhões disparados da fortaleza de Akershus, em Oslo. Dezenas de milhares de pessoas se alinharam na avenida Karl Johan, no centro da capital, segundo a polícia. As multidões ficaram completamente em silêncio enquanto o caixão passava. A procissão foi seguida por uma cerimônia religiosa, iniciada às 13hm no horário local. O evento começou com um minuto de silêncio em todo o país. Entre os convidados estavam o príncipe William e a princesa Anne, do Reino Unido; o príncipe herdeiro Akishino e a princesa herdeira Kiko, do Japão; o rei Felipe, a rainha Letizia e a rainha Sofia, da Espanha; a família real da Suécia; e o rei Frederik e a rainha Mary, da Dinamarca. Chefes de Estado de várias partes do mundo foram convidados. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, chegou a Oslo na noite de terça-feira e se reuniu com o primeiro-ministro norueguês para discutir a guerra com a Rússia, segundo autoridades dos dois países. Ele também participou da procissão. Ao deixar a catedral, foi aplaudido e ovacionado pela multidão. Os Estados Unidos foram representados por Allison Hooker, subsecretária de Estado para Assuntos Políticos, informou o governo norueguês. O príncipe herdeiro Akishino e a princesa herdeira Kiko do Japão, o príncipe William, príncipe de Gales, e a princesa Anne, princesa real do Reino Unido, participam do cortejo fúnebre do rei Harald da Noruega, em Oslo — Foto: Dylan Martinez/ Reuters A nova rainha compareceu? A rainha Mette-Marit, de 53 anos, esposa plebeia do novo rei da Noruega, Haakon VIII, compareceu ao funeral, mas foi de carro ao lado da rainha Sonja, viúva de Harald, de 89 anos. Mette-Marit está se recuperando de um transplante de pulmão realizado em junho. Na semana passada, ela precisou cancelar os planos de participar da cerimônia de posse do marido no Parlamento devido a complicações decorrentes da operação. A rainha Sonja , o rei Haakon, a rainha Mette-Marit, a princesa herdeira Ingrid Alexandra e o príncipe Sverre Magnus da Noruega durante a cerimônia fúnebre do rei Harald da Noruega na Catedral de Oslo — Foto: Lise Aserud via Reuters Seu filho, Marius Borg Hoiby, fruto de um relacionamento anterior ao casamento com Haakon, esteve no funeral apesar de estar em prisão domiciliar e usando uma tornozeleira eletrônica após ser condenado por estupro e violência doméstica. Ele recorreu da sentença. Hoiby foi um dos responsáveis por carregar o caixão de Harald durante a transferência para a capela real, em 31 de agosto, provocando críticas em alguns setores da Noruega e do exterior. Após a cerimônia desta quarta-feira, quatro caças F-35 sobrevoaram a catedral, com um deles se afastando da formação para marcar simbolicamente a morte do rei. Uma procissão menor, acompanhada pelo ritmo da Marcha Fúnebre de Frederic Chopin, levou o caixão até a cripta real na fortaleza de Akershus, de onde se vê o porto de Oslo. Ali, o caixão de Harald será colocado em um sarcófago, ao lado dos restos mortais de seus pais. Quando Haakon sair da cripta, o período de luto nacional chegará formalmente ao fim, e as bandeiras que permanecem a meio-mastro desde a morte de Harald voltarão a ser hasteadas. Os sinos das igrejas de toda a Noruega tocarão durante uma hora. Um rei popular A polícia norueguesa afirmou que a segurança do funeral foi a maior operação planejada da história da corporação, com grandes multidões reunidas no centro de Oslo. Estudantes tiveram autorização para faltar às aulas para participar do funeral. "Ele significou muito para mim, para minha família e para todo o país, como uma instituição que nos traz respeito...", disse Elisabeth Kallevik Nesheim, de 66 anos, vestida de preto e usando um véu funerário sobre os olhos. "Então, nós realmente amávamos nossa família real", disse ela, acrescentando que havia viajado do oeste da Noruega para a ocasião. Centenas de milhares de noruegueses já haviam prestado homenagem a Harald, deixando flores, velas e bandeiras do lado de fora do Palácio Real ou passando diante de seu caixão na capela real. Muitos enlutados elogiaram a postura inclusiva de Harald, enquanto Haakon o descreveu como "um pai maravilhoso" em seu primeiro pronunciamento à nação como soberano. Apesar dos problemas recentes, a monarquia continua amplamente popular: 72% dos noruegueses apoiam o regime, enquanto 20% são favoráveis a uma república ou a outra forma de governo, segundo uma pesquisa da Norstat para a emissora NRK publicada em 1º de setembro. Foi a primeira pesquisa realizada desde a morte de Harald.