Danuza Alves identificou alterações compatíveis com grau 2 nas coxas e agora pretende acompanhar a evolução do quadro; experiência também mudou sua percepção ao ouvir mulheres com a mesma condição no consultório 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Médica descobre lipedema após investigar o próprio corpo — Foto: Divulgação CO Assessoria Acostumada a acompanhar pacientes com lipedema, a médica Danuza Alves, de 45 anos, decidiu investigar uma suspeita que já fazia parte de sua própria história. Ao realizar um mapeamento das pernas e coxas, descobriu alterações compatíveis com lipedema grau 2, concentradas nas coxas. A experiência a colocou, pela primeira vez, no outro lado da consulta: em vez de avaliar os sinais apresentados por alguém, era ela quem passava pela investigação. Diretora médica da Clínica Leger Porto Alegre, Danuza conhece de perto as manifestações da condição e as queixas que costumam levar pacientes ao consultório. Ainda assim, vinha adiando a própria avaliação. A oportunidade surgiu quando conseguiu agendar o exame com a radiologista Marília Maia, que integra a equipe da clínica. "Eu sempre tive uma suspeita de que eu tinha lipedema. Finalmente consegui um horário para mim e resolvi fazer o mapeamento para entender o que realmente estava acontecendo", conta. Durante o procedimento, foram observadas diferentes áreas das pernas e coxas, incluindo a espessura e as características do tecido gorduroso. De acordo com a avaliação realizada por Marília, as alterações encontradas estavam concentradas nas coxas e apresentavam características compatíveis com lipedema grau 2. A confirmação fez Danuza rever a forma como enxergava aspectos do próprio corpo que já faziam parte da rotina. Ela conta que mantém uma alimentação cuidadosa e pratica atividade física, mas nunca havia feito um acompanhamento específico voltado à condição. "Eu já faço atividade física, cuido da minha alimentação, mas nunca fiz nenhum tratamento específico para lipedema. Quando você passa a olhar para o próprio corpo sabendo exatamente o que existe ali, a perspectiva muda", afirma. Danuza Alves, que trata pacientes com lipedema, descobre alterações compatíveis com a condição no próprio corpo — Foto: Reprodução Instagram Agora, a médica pretende acompanhar a evolução do quadro e manter a prática regular de exercícios e os cuidados com a alimentação. A ideia é avaliar, de forma individualizada, quais medidas podem ser adequadas ao seu caso, distinguindo o acompanhamento da condição de eventuais procedimentos destinados a questões estéticas na região. Uma nova avaliação está prevista para daqui a cerca de seis meses. Mais do que observar possíveis mudanças, Danuza espera que a experiência também influencie a maneira como conduz o atendimento de outras mulheres que chegam ao consultório com queixas semelhantes. "Quero focar mais na constância dos exercícios, na alimentação e acompanhar como o meu corpo vai responder. E acho que viver essa experiência também muda a forma como eu escuto uma paciente que chega ao consultório com a mesma condição", conclui.
Médica que cuida de pacientes com lipedema descobre que também apresenta sinais da doença
Danuza Alves identificou alterações compatíveis com grau 2 nas coxas e agora pretende acompanhar a evolução do quadro; experiência também mudou sua percepção ao ouvir mulheres com a mesma condição no consultório








