Proposta é a mais recente de uma série de medidas da Comissão Europeia para melhorar o mercado único, a segurança e a resiliência das cadeias de suprimentos e evitar o declínio industrial 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 andeiras da União Europeia tremulam do lado de fora da sede da Comissão Europeia — Foto: REUTERS/Stephanie Lecocq A Comissão Europeia propôs novas regras para licitações públicas que criariam uma plataforma para toda a União Europeia com o objetivo de facilitar o acesso e reduzir drasticamente a burocracia para as empresas, além de dar aos governos do bloco a opção de excluir propostas com base em critérios de conteúdo europeu. A proposta desta quarta-feira é a mais recente de uma série de medidas da Comissão para melhorar o Mercado Único, a segurança e a resiliência das cadeias de suprimentos e evitar o declínio industrial, após alertas do ex-presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, e do ex-primeiro-ministro italiano Enrico Letta. As compras públicas representam cerca de 15% do Produto Interno Bruto (PIB) da União Europeia, ou aproximadamente 2,5 trilhões de euros (US$ 2,91 trilhões) em 2025, o que as torna uma ferramenta poderosa para enfrentar a intensa concorrência internacional e a vulnerabilidade das cadeias de suprimentos. Críticos, entre eles Draghi e Letta, porém, afirmam que o bloco não tem usado as compras públicas para aproveitar sua força coletiva. Empresas que participam de licitações reclamam que enfrentam uma infinidade de modelos, idiomas e exigências duplicadas difíceis de navegar nas 27 jurisdições do bloco, do nível federal ao regional. As novas regras simplificarão o processo de licitação e tornarão mais difícil para as autoridades conceder contratos principalmente com base no custo, buscando fazer frente, por exemplo, a produtos baratos oferecidos por empresas chinesas que podem receber subsídios. “Esta é uma simplificação radical, já que estamos passando de três diretivas para um único regulamento”, disse a jornalistas o vice-presidente-executivo da Comissão, Stéphane Séjourné. “Acreditamos que parte da resposta econômica e da mudança no modelo econômico da Europa também decorre do mercado interno e de seu fortalecimento... Trata-se, portanto, de uma alavanca estratégica em um momento em que, em particular, China, Índia, Estados Unidos e todas as grandes potências estão usando essa alavanca em suas próprias estratégias industriais e econômicas”, disse Séjourné. O ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE) Mario Draghi e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, antes de discursarem sobre os avanços e as transformações ocorridos desde a publicação, em 2024, do relatório de Draghi sobre a competitividade da União Europeia, em Bruxelas, na Bélgica, em 16 de setembro de 2025 — Foto: REUTERS/Yves Herman Preferência europeia As compras públicas também são uma parte central da Lei Europeia de Inovação, outra iniciativa destinada a promover a competitividade da UE proposta nesta quarta-feira. A medida foi concebida para garantir demanda suficiente para que inovações cheguem ao mercado por meio do aumento dos investimentos, inclusive de órgãos públicos. O novo regulamento substituiria as três diretivas existentes da UE sobre compras públicas, reduzindo a margem de decisão dos países sobre a forma de aplicação das regras. As normas abrangerão todos os setores, exceto defesa. As autoridades seriam incentivadas — e, em alguns casos, obrigadas — a levar em consideração riscos relacionados à infraestrutura crítica, segurança cibernética, interrupções nas cadeias de suprimentos, dependências estratégicas e influência estrangeira na concessão de contratos. Os contratos teriam de ser concedidos com base na “melhor relação entre preço e qualidade”, com os critérios de qualidade representando pelo menos 30% da pontuação total e pelo menos 50% nos contratos que exigem uso intensivo de mão de obra. As medidas não chegam a estabelecer uma exigência geral de “Compre Europeu”, mas permitiriam que autoridades europeias excluíssem propostas para contratos públicos com menos de 50% de conteúdo europeu em valor total, restringissem o acesso apenas a operadores da UE e favorecessem empresas europeias em setores estratégicos. Países com os quais a UE mantém acordos comerciais e reciprocidade em compras públicas não serão excluídos. O novo sistema digital de compras públicas para toda a UE incluiria credenciais empresariais eletrônicas, regras de interoperabilidade para plataformas de licitação e espaços de dados sobre compras públicas nos níveis nacional e da UE, destinados a melhorar a transparência, a supervisão e o acesso transfronteiriço aos contratos. “É uma solução muito simples tanto para empresas quanto para pequenas e médias empresas: apenas um único registro nessa plataforma, em vez de ter de se registrar tantas vezes quantas forem as licitações das quais pretendam participar”, disse Séjourné.
UE propõe simplificar regras para licitações públicas e favorecer empresas europeias
Proposta é a mais recente de uma série de medidas da Comissão Europeia para melhorar o mercado único, a segurança e a resiliência das cadeias de suprimentos e evitar o declínio industrial











