Larissa foi encontrada morta com um tiro na cabeça no banheiro da casa onde vivia com o marido, o soldado da Polícia Militar Vinícius Costa Silva, de 26 anos, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. O soldado da PM é investigado por suspeita de envolvimento na morte da esposa, no último domingo (6). A Justiça comum decretou sua prisão a pedido da Polícia Civil. Vinicius foi levado na segunda-feira (7) para o presídio Romão Gomes da PM, na capital paulista. Vinícius nega o crime e sustenta que ela tirou a própria vida. Segundo o documento, foram identificadas: uma lesão arroxeada de 4 cm por 2 cm na lateral da mão esquerda, próxima ao dedo mínimo;uma de 1 cm por 1 cm no dorso da mão direita;duas nos dorsos dos pés, uma de 3 cm por 2 cm e outra de 2,4 cm;três no joelho direito, medindo entre 0,5 cm e 1,5 cm;duas no joelho esquerdo, de 1 cm por 0,5 cm e de 1 cm por 1 cm;cinco na perna esquerda, com tamanhos entre 1 cm e 1,5 cm. O laudo não determina quando nem de que maneira essas lesões foram produzidas. Por isso, o documento, isoladamente, não permite afirmar se as marcas decorreram de agressões, queda ou outra circunstância. A coloração arroxeada também não basta para estabelecer com precisão a data dos ferimentos. O exame registra ainda a presença de “muitos fios de cabelos soltos” grudados na calça de Larissa, sem vestígios de sangue. O trecho não informa de quem eram os fios nem explica como foram parar na roupa. A causa da morte foi definida como traumatismo craniano decorrente de ferimento por arma de fogo. De acordo com o documento, Larissa foi atingida por um único tiro: Informações preliminares dos peritos dão conta de que o disparo que matou a mulher foi dado da esquerda para a direita, acima da orelha esquerda, na parte detrás da cabeça. Como Larissa é destra, seria improvável ela fazer isso. Motivo pelo qual essa possibilidade acabou afastando a hipótese de suicídio. Leia mais sobre o caso: O laudo também responde negativamente ao quesito que pergunta se a morte foi provocada por “veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel”. Essa resposta, contudo, não afasta por si só a possibilidade de homicídio: significa apenas que os legistas não identificaram no exame nenhuma dessas circunstâncias específicas. O resultado do exame toxicológico ainda não ficou pronto. A defesa diz que Vinicius confia que os depoimentos, os elementos documentais e, principalmente, os exames e laudos periciais permitirão esclarecer de forma objetiva a dinâmica dos acontecimentos e demonstrar que não praticou qualquer crime contra Larissa. A técnica em radiologia Larissa era casada com o PM Vinicius. Polícia apura se ela se matou ou se foi assassinada em Embu das Artes.. — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal Segundo os peritos, o disparo não foi feito à queima-roupa. A análise preliminar indicou ainda que Larissa teria sido baleada pelas costas enquanto estava em pé. A principal hipótese investigada é a de feminicídio. A arma de Vinícius, uma pistola Taurus calibre .357, foi encontrada debaixo do corpo da vítima e apreendida para perícia, juntamente com o coldre, o carregador, munições e o estojo de munição. Versão do marido Vinícius declarou à polícia que disse à esposa que não a amava mais e queria se separar. Segundo o relato dele, Larissa começou a chorar, e ele foi dormir no quarto. O PM afirmou que acordou ao ouvir um barulho e encontrou a mulher caída no banheiro. A irmã de Vinícius também estava na residência e disse ter ouvido o casal conversar sobre a separação. O filho deles, de 2 anos, estava no imóvel no momento do disparo. O soldado foi levado para o Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista. A Justiça manteve sua prisão temporária pelo prazo de 30 dias. O celular dele também foi apreendido, mas Vinícius não informou a senha aos investigadores. A Polícia Civil ainda aguarda outros resultados periciais e deverá marcar uma data para a reprodução simulada dos fatos. Em nota divulgada anteriormente, a defesa afirmou que Vinícius “jamais praticaria qualquer ato de violência contra Larissa” e que os laudos e demais elementos da investigação demonstrarão que ele não cometeu crime. Segundo os advogados, existem conversas nas quais Larissa teria manifestado pensamentos relacionados à possibilidade de tirar a própria vida caso o relacionamento terminasse. A família da técnica em radiologia contesta essa versão e afirma acreditar que ela foi vítima de feminicídio.
Laudo aponta 14 hematomas nas mãos, pés e pernas de Larissa, morta com tiro; marido PM está preso | G1
Exame confirmou que projétil atravessou a cabeça da vítima de trás para frente e da esquerda para a direita. Documento também registra cabelos soltos grudados na calça; origem das lesões ainda é investigada.






