Esta terça (3) marcou o primeiro dia útil de Bienal do Livro em São Paulo após o feriadão e, não por coincidência, foi o dia mais tranquilo desta edição até aqui. Desde a sexta-feira (4) o Distrito Anhembi tem sido tomado por filas e multidões que não apareceram agora.

O público era formado em sua maioria por jovens e adultos interessados em ficção científica. O encontro entre os autores Ale Santos, Felipe Castilho e Jana Bianchi foi o único no palco principal sobre o gênero.

Segundo a mediadora Tamirez Santos, este é um gênero político. "Quando a gente fala do futuro, estamos na verdade falando do presente e do passado", completou Castilho.

A tecnologia, segundo Ale Santos, é um espaço de disputa de imaginário. Se "robô" é um termo derivado de uma peça tcheca e a palavra "ciberespaço" foi criada pelo canadense William Gibson, a saída do autor de "O Último Ancestral" é ressignificar os nomes. Seus livros citam "cibercapoeiristas" e "tecnogriôs".

A demanda por livros brasileiros de ficção científica na Bienal tem sido expressiva. No estande da Aleph, editora especializada no gênero, quatro dos cinco títulos mais vendidos durante o evento são de autores nacionais —que a casa passou a publicar neste semestre.