Cinco prisões foram colocadas em estado de emergência pelo governo do Peru. A decisão adotada pela presidente Keiko Fujimori faz parte da "estratégia abrangente para fortalecer a segurança cidadã", diz um comunicado divulgado no sábado (5) pela Presidência do país andino.

Segundo o decreto de sábado, durante os próximos 60 dias, a polícia —juntamente com efetivos das Forças Armadas— poderá realizar "operações permanentes" para garantir a segurança dos estabelecimentos penitenciários "até um raio de 200 metros de seus limites externos".

Os procedimentos terão como objetivo impedir a entrada de armas e outros objetos, assim como permitir a realização de "ações de inteligência, a fim de prevenir fugas, perturbação da ordem e atividades criminosas nos estabelecimentos penitenciários".

E, para facilitar essas ações, os direitos constitucionais à liberdade de circulação e de reunião, assim como à liberdade e à segurança pessoais das "pessoas que ingressem ou transitem pelo estabelecimento penitenciário e pelo perímetro externo ao seu redor, até um raio de 200 metros" estarão suspensos, acrescenta a resolução.

"O primeiro objetivo é ter um cerco perimetral em que não apenas o pessoal do INPE (Instituto Nacional Penitenciário), da polícia, mas também das Forças Armadas possa realizar atividades de controle", explicou o ministro da Justiça, Ernesto Álvarez, à emissora Canal N.