O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse nesta terça-feira (8) que o Senado deve dar uma resposta à crise institucional que atinge o STF (Supremo Tribunal Federal), mas se recusou a responder se mantém as duras críticas feitas no ano passado ao ministro Alexandre de Moraes, a quem já chamou de ditador.

Tarcísio falou com jornalistas após participar de uma agenda pública com o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), no vale do Anhangabaú, centro da cidade. Ele havia participado, na segunda (7), do ato de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) na avenida Paulista, onde fez um discurso num tom mais institucional do que em 2025, quando atacou o ministro e reclamou de sua "tirania".

Questionado sobre a postura de seus principais aliados bolsonaristas, que pedem o impeachment do ministro, Tarcísio disse que a crise é grave e que precisa de uma resposta institucional. O governador conclamou o Senado e o STF a agirem.

"Se existem dúvidas em relação à compatibilidade das condutas com o exercício da magistratura, essas dúvidas precisam ser sanadas e quem tem que dar resposta é o próprio tribunal", afirmou.

"Outro órgão que precisa agir é o Senado. O Senado tem o dever de fiscalizar. Então, ele está sendo chamado também à responsabilidade, porque se o Senado não atua, o sistema de freios e contrapesos rui e vai ruir da pior forma. Para a República funcionar, para o Estado Democrático de Direito funcionar, as instituições têm que exercer suas atribuições", disse.