Parceiro anti-imigração do Executivo que queria tirar do poder, Chega votou sozinho a favor 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Guarda em frente ao Parlamento de Portugal — Foto: Patrícia de Melo Moreira/AFP O partido de ultradireita Chega fracassou na aprovação da moção de censura para derrubar o governo de Portugal, formado pela coligação de centro-direita Aliança Democrática (AD). Apenas os deputados populistas votaram a favor na sessão de hoje no Parlamento. Sigla de oposição que poderia ajudar com seus votos na derrubada, o Partido Socialista (PS) se absteve. — A nossa abstenção impede uma crise política — disse o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro. Eram necessários 116 votos, a metade do hemiciclo parlamentar mais um. Apenas os 60 deputados do Chega votaram a favor. Em caso de queda, o governo seria forçado a cessar atividades e eleições antecipadas teriam que ser convocadas, afetando também o funcionamento do Parlamento. — Há que dizer um chega ao Chega e um basta ao PS. (...) O Chega é um partido de campanha — criticou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel. Apesar do ataque, o Chega segue como parceiro da AD na aprovação de projetos, como aconteceu no pacote anti-imigração e lei da cidadania, prejudiciais para milhares de brasileiros. — (O governo) vai continuar refém do Chega e desta vontade de sobreviver ou vai responder às prioridades? — disse Carneiro. A imigração foi tema do debate de mais de duas horas, com o Chega apontando o dedo às políticas de portas abertas do PS, que nem eram tão abertas assim. Na defensiva, o primeiro-ministro Luís Montenegro preferiu enumerar e anunciar medidas, além de manter o ministro da Administração Interna, Luís Neves, que enfrenta três inquéritos. Neves, ouvido antes da votação, não convence os deputados ao explicar tonéis com substâncias químicas para produção de drogas apreendidos na construtora de um amigo: movimentação autorizada por ele. Segundo o ministro, o material seria destruído no local porque a Polícia Judiciária (PJ), da qual era diretor, não teria recursos para a operação: cerca de € 150 mil (R$ 893 mil). A Procuradoria da República também investiga o uso por Neves de um carro que pertenceu a um traficante e estava apreendido pela PJ.
Ultradireita fracassa na tentativa de derrubar governo de Portugal
Parceiro anti-imigração do Executivo que queria tirar do poder, Chega votou sozinho a favor






