O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que foi afastado do cargo nesta terça-feira (8) pelo ministro André Mendonça, foi o nome escolhido pelo presidente Lula (PT) para substituir a cúpula bolsonarista que ocupava a PF até 2023.

Ele havia atuado como coordenador de segurança do petista e, antes disso, fez parte da segurança da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2010. Era próximo do ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo.

Além disso, Andrei atuou na segurança de eventos como a Copa do Mundo em 2014 e nosJogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Nas ocasiões, foi nomeado secretário extraordinário de Segurança de Grandes Eventos.

Sua passagem pela PF foi marcada por atritos com outras instituições. Sob sua direção, a PF levantou investigações sobre integrantes do Exército, Polícia Rodoviária Federal, GSI (Gabinete de Segurança Institucional) e Abin (Agência Brasileira de Inteligência), além do Ministério Público e da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

No início do terceiro governo Lula, em 2023, Andrei comprou uma briga para decidir quem seria responsável por fazer a segurança pessoal do presidente e da primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja.