Novo governo pró-europeu de Péter Magyar rompe com postura de proximidade com Moscou mantida durante os anos de Viktor Orbán 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Péter Magyar, novo primeiro-ministro da Hungria, levanta bandeira durante comício antes da votação de abril — Foto: Infoglobo O novo governo pró-europeu da Hungria anunciou nesta terça-feira a expulsão de 10 diplomatas russos por "atividades inaceitáveis". A decisão marca uma mudança na postura de Budapeste em relação a Moscou e ocorre em meio à aproximação do país com seus parceiros da União Europeia (UE). Sob a liderança do nacionalista Viktor Orbán, o país manteve uma postura pró-Rússia. Porém, em abril, Orbán perdeu as eleições e, desde então, o novo primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, estreitou seus laços com os parceiros da UE. — Dez membros da representação russa realizaram na Hungria atividades que, de acordo com a Convenção de Viena, não são compatíveis com as atividades de diplomatas. Por isso, a parte húngara ordenou às pessoas envolvidas que deixem o território da Hungria — declarou a ministra das Relações Exteriores Anita Orbán. A ministra não especificou a natureza das atividades que são atribuídas aos diplomatas. A decisão, no entanto, provocou uma reação de Moscou. Segundo o jornal britânico The Guardian, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que Moscou dará uma resposta dura à decisão húngara. — A resposta ao lobby russofóbico em Budapeste será dura e dolorosa — disse Zakharova. O porta-voz da UE, Christian Wigand, ressaltou que se tratava de "uma reação esperada, levando em consideração a campanha persistente conduzida pela Rússia, que recorre a ataques híbridos contra a UE e seus Estados-membros". Esta é a primeira expulsão de diplomatas russos anunciada oficialmente por Budapeste desde 2018. No entanto, o veículo de comunicação VSquare afirmou em maio, citando diversas fontes governamentais sob anonimato, que um diplomata russo suspeito de espionagem e sua esposa haviam sido expulsos discretamente alguns dias antes. Sob o governo de Orbán, a Hungria manteve relações próximas com o Kremlin, apesar de ser membro da União Europeia. Budapeste também ficou de fora da onda de expulsões de diplomatas russos promovida por diversos países europeus.
Hungria expulsa 10 diplomatas russos por 'atividades inaceitáveis'; Moscou promete resposta 'dura e dolorosa'
Novo governo pró-europeu de Péter Magyar rompe com postura de proximidade com Moscou mantida durante os anos de Viktor Orbán











