Descoberto por acaso em 2024 a apenas 40 metros de profundidade, local passará por análises ambientais e audiências públicas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Agricultor Sidrônio Moreira encontra petróleo em Tabuleiro do Norte, no Ceará — Foto: Divulgação/IFCE A propriedade rural onde o agricultor Sidrônio Moreira encontrou petróleo cru enquanto tentava perfurar um poço artesiano em Tabuleiro do Norte, no Vale do Jaguaribe, no Ceará, foi incluída oficialmente em um bloco de exploração da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). No comunicado, divulgado nesta sexta-feira (4), a ANP aprovou a indicação de 24 novos blocos exploratórios na Bacia Potiguar, incluindo o sítio de Sidrônio Moreira. A inclusão do sítio na área de exploração da ANP é a primeira etapa necessária para avaliar a viabilidade econômica da extração do petróleo e para que a área seja incluída na Oferta Permanente de Concessão (OPC), ofertas de áreas de exploração de petróleo e gás. “Os blocos aprovados ainda precisarão cumprir etapas como emissão de Manifestação Conjunta dos Ministérios de Minas e Energia (MME) e do Meio Ambiente e do Clima (MMA), bem como a realização de audiência pública”, diz a ANP. Como o petróleo foi encontrado? Em novembro de 2024, Sidrônio decidiu usar as economias que juntou da aposentadoria para perfurar um poço em busca de água para a família, que enfrentava dificuldades de acesso hídrico. Em vez de água, porém, jorrou um líquido escuro e espesso. Depois da primeira perfuração frustrada, a família decidiu abrir um segundo poço, cerca de 50 metros adiante. O resultado se repetiu: surgiu a substância semelhante a petróleo. O líquido encontrado em Tabuleiro do Norte , no Ceará, é petróleo cru — Foto: Divulgação/IFCE Os técnicos da ANP visitaram a propriedade em março deste ano, após a repercussão do caso. Segundo a Agência, o achado surpreendeu os especialistas porque o material foi encontrado em profundidade considerada rasa, em torno de 40 metros. A legislação brasileira estabelece que os recursos minerais do subsolo pertencem à União, mesmo quando localizados em propriedades privadas. Ainda assim, a lei prevê compensações financeiras aos proprietários das áreas exploradas. O percentual varia conforme critérios definidos pela ANP e depende da viabilidade comercial da jazida. *Estagiária sob supervisão de Alfredo Mergulhão
ANP aprova inclusão de sítio no Ceará em novo bloco de exploração de petróleo
Descoberto por acaso em 2024 a apenas 40 metros de profundidade, local passará por análises ambientais e audiências públicas







