A Torre Eiffel reabriu nesta terça-feira (8), um dia após uma greve dos funcionários motivada pelo afastamento das mulheres da equipe durante o sábado (5), enquanto uma delegação hindu visitava o monumento.

Pouco antes das 9h30 desta terça, visitantes já passavam pelos controles de segurança para entrar na torre. Em seu site, o monumento informou que permaneceria aberto.

O episódio de sábado gerou condenações da classe política, entre elas do prefeito de Paris, o socialista Emmanuel Grégoire, que anunciou a abertura de uma investigação.

Segundo um comunicado do sindicato CGT, funcionários receberam instruções específicas para a visita do movimento espiritual Bochasanwasi Akshar Purushottam Swaminarayan Sanstha (Baps). A entidade afirma que as mulheres que trabalham no monumento foram "afastadas, substituídas e invisibilizadas devido ao seu sexo".

"A algumas mulheres foi solicitado que deixassem seus postos e se retirassem para salas reservadas. Em alguns postos, foram substituídas por homens. E todas as funcionárias foram instruídas a não passar por determinadas áreas enquanto a delegação estivesse presente", diz o comunicado do sindicato.