Trabalhadores protestaram contra orientação para limitar a participação de mulheres durante visita de delegação hindu; empresa reconheceu que condições não deveriam ter sido aceitas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Torre Eiffel reabre após greve em protesto por exclusão de funcionárias mulheres durante visita de grupo hindu — Foto: AFP A Torre Eiffel reabriu nesta terça-feira, um dia após uma greve de trabalhadores que protestaram contra a exclusão de funcionárias durante a visita de uma delegação hindu ao monumento, em Paris. Pouco antes das 9h30, visitantes já passavam pelos controles de segurança ao pé da torre, constatou um jornalista da AFP. A paralisação ocorreu depois que funcionários se disseram "comovidos" com o tratamento dado às trabalhadoras durante a visita realizada no sábado. Segundo um comunicado enviado à AFP pelo sindicato CGT, "instruções profissionais" levaram à "marginalização, substituição e invisibilização das trabalhadoras por causa de seu gênero". A empresa operadora da Torre Eiffel, a SETE, reconheceu que a delegação indiana havia solicitado que a visita fosse organizada de forma a limitar as "interações com mulheres". Segundo a empresa, "essas condições não deveriam ter sido aceitas". Visita ocorreu durante evento hindu em Paris A delegação visitou a Torre Eiffel à margem da inauguração de um templo hindu em Bussy-Saint-Georges, cidade localizada a cerca de 30 quilômetros a leste de Paris e apresentado como o maior templo hindu da Europa. O local foi consagrado no domingo pela organização espiritual indiana Bochasanwasi Akshar Purushottam Swaminarayan Sanstha (BAPS). A visita à Torre Eiffel ocorreu no mesmo dia de uma procissão cultural de barcos no rio Sena, organizada pela BAPS. A organização é criticada por alguns integrantes da diáspora indiana por seu caráter considerado particularmente conservador e nacionalista. O episódio provocou reações de políticos franceses. O prefeito de Paris, o socialista Emmanuel Grégoire, anunciou nas redes sociais que uma investigação seria iniciada "o mais breve possível". Ariel Weil, presidente da SETE e prefeito socialista do distrito central de Paris, afirmou à AFP que nem ele nem Grégoire tinham conhecimento da visita. — Reafirmo o compromisso da Torre Eiffel (...) com a igualdade entre mulheres e homens — disse Weil. A cidade de Paris é proprietária da Torre Eiffel e acionista majoritária da empresa que administra o monumento. Em 2025, mais de seis milhões de pessoas visitaram o ponto turístico.
Torre Eiffel reabre após greve em protesto por exclusão de funcionárias mulheres durante visita de grupo hindu; entenda o caso
Trabalhadores protestaram contra orientação para limitar a participação de mulheres durante visita de delegação hindu; empresa reconheceu que condições não deveriam ter sido aceitas










