Os atos de campanha desta segunda-feira (7) confirmaram que a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal virou o principal tema da corrida eleitoral. Ao lado de apoiadores na avenida Paulista, em São Paulo, Flávio Bolsonaro (PL) associou o ministro Alexandre de Moraes a Lula (PT), sem citar Daniel Vorcaro ou o banco Master —caso em que o próprio senador está implicado.
Renan Santos (Missão) também pediu a saída de ministros do STF —o presidenciável mirou Moraes e Dias Toffoli, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues. Augusto Cury (Avante) não mencionou diretamente a disputa no STF, mas mandou um "abraço especial" a André Mendonça, ministro relator do caso Master que pediu à PF um relatório sobre mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro.
Em Brasília, no desfile oficial do 7 de Setembro, Lula reuniu os presidentes dos Poderes: Edson Fachin, do STF; Hugo Motta (Republicanos-PB), da Câmara; e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), do Senado. Para não descumprir regras eleitorais, o petista não discursou, mas no domingo (6) foi à TV para falar sobre soberania. Na campanha, a equipe de Lula quer destacar a proposta de reforma do Judiciário mencionada pelo presidente na semana passada.











