Presidente do STF é o único ministro presente; Corte vive crise sem precedentes desde que o ministro Mendonça tornou público um relatório da PF com mensagens de Vorcaro a Moraes 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidente Lula cumprimenta o presidente do STF, Edson Fachin, no desfile do 7 de setembro — Foto: Rosinei Coutinho/STF O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta manhã (7) do desfile cívico-militar em alusão ao Dia da Independência, sob o mote "A Força que Une o Brasil", na Esplanada dos Ministérios. Estão presentes o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta. Leia mais: Nenhum outro ministro do STF, além de Fachin, participa do desfile. A Corte vive uma crise sem precedentes desde que o ministro André Mendonça tornou público um relatório da Polícia Federal com mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes. Ontem, Mendonça liberou o relatório para análise do plenário do STF. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também está no desfile desta segunda-feira. Já o procurador-geral da República, Paulo Gonet, não participa. Os dois também estão envolvidos na crise. O desfile de 7 de setembro tem três eixos temáticos: soberania nacional, combate à violência contra a mulher e a Copa do Mundo Feminina, que será realizada no Brasil no ano que vem. Os dois primeiros são pilares da campanha de Lula à reeleição. O presidente chegou ao evento com a primeira-dama da República, Rosângela da Silva, a Janja, por volta das 9h10, e foi recepcionado pelo ministro da Defesa, José Múcio, e pelos comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica. Em seguida, foi cumprimentar as autoridades da primeira fileira, como o vice-presidente Geraldo Alckmin, Motta, Alcolumbre, Fachin e o assessor especial da Presidência, Celso Amorim. Antes da chegada do chefe do Executivo, ministros e demais autoridades foram se acomodando na arquibancada principal. Fachin foi um dos primeiros a marcar presença. Ele conversou com Motta, Alcolumbre, Alckmin, além do ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, e do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Na semana passada, sem mencionar diretamente o colega e o episódio, Fachin disse em diferentes ocasiões que a Corte vive um momento de “especial gravidade” e que as medidas “cabíveis e necessárias” serão tomadas no “tempo devido”. Na arquibancada mais próxima a Lula, populares se manifestaram ao longo do desfile. Antes da chegada do chefe do Executivo, fizeram um coro pelo fim da escala 6x1. Já com a chegada do petista, gritaram seu nome. Em alguns momentos, o presidente acenou e até fez um coração com as mãos. O desfile deste ano ocorreu sob o intuito do Palácio do Planalto de evitar possíveis complicações com a Justiça Eleitoral por conta do "defeso eleitoral". De olho nisso, os integrantes do governo também evitaram utilizar cores, como o vermelho, para não dar argumentos à oposição sobre politização do ato. Janja, por exemplo, utilizou um vestido branco com um bordado azul. Nos últimos anos, o governo fez um esforço para tentar “desbolsonarizar” a data, uma bandeira de Lula desde a eleição de 2022, quando falava em “retomar os símbolos nacionais”. Agora, além da influência das eleições presidenciais, as celebrações da data também serão enxutas pelas limitações orçamentárias. O uso político do 7 de setembro é um assunto sensível porque foi um dos fatores que levaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a condenar e tornar inelegível o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na visão da corte, Bolsonaro utilizou os festejos da Independência para, às vésperas das eleições presidenciais de 2022, fazer apelos à militância e convocar o seu eleitorado. Após o desfile daquele ano, o então chefe do Executivo subiu em carro de som na Esplanada dos Ministérios e discursou. Nada parecido está previsto para este ano, quando Lula deve apenas assistir à cerimônia da arquibancada. Neste ano, o governo fez menções à soberania nacional, principal mote da campanha de Lula, após o tarifaço americano, e defendeu as riquezas nacionais. Isso se dá em meio à disputa mundial por minerais críticos, usados em setores como energia, defesa e tecnologia. Segundo o Serviço Geológico do Brasil, o país tem hoje a segunda maior reserva declarada de terras raras do mundo, com 21 milhões de toneladas, atrás apenas da China. No ano passado, o slogan adotado pelo governo no ato foi “Brasil soberano”, na esteira do tarifaço americano anunciado em julho de 2025, e promoção da COP30, cúpula do clima sediada em Belém em novembro. Em 2024, foi “Democracia e Independência - É o Brasil no rumo certo”, quando tratou também da cúpula do G20 no Rio de Janeiro e em, 2023, “Democracia, soberania e união”. Aquele ano foi o considerado mais tenso, dado os atos golpistas naquela mesma avenida em Brasília oito meses antes. Veja as principais autoridades presentes: Alexandre Padilha (Saúde)Alexandre Silveira (Minas e Energia)Andrei Rodrigues (Polícia Federal)Celso Amorim (Assessoria Especial da Presidência)Dario Durigan (Fazenda)Eloy Terena (Povos Indígenas)Esther Dweck (Gestão)Fernanda Machiaveli (MDA) Frederico Siqueira (Comunicações)George Santoro (Transportes)Gustavo Feliciano (Turismo)João Paulo Capobianco (Meio Ambiente)Jorge Messias (AGU)José Múcio (Defesa)Leonardo Barchini (Educação)Luciana Santos (Ciência e Tecnologia)Luiz Marinho (Trabalho e Emprego)Márcia Lopes (Mulheres)Márcio Elias (Desenvolvimento, Indústria e Comércio)Marcos Amaro (GSI)Maria Laura da Rocha (Relações Exteriores)Miriam Belchior (Casa Civil)Paulo Henrique Cordeiro (Esportes)Paulo Pereira (Empreendedorismo)Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social)Tomé França (Portos e Aeroportos)Vladimir Lima (Cidades)Wellington César Lima e Silva (Justiça e Segurança Pública)Wellington Dias (Desenvolvimento Social)Wolney Queiroz (Previdência Social)