Em recente viagem ao interior de São Paulo, o agente aeroportuário Gustavo Fernandes Neto, 38, ficou confuso ao escolher a cabine de cobrança em uma praça de pedágio. Ele pegou o potinho de moedas no console do carro, mas ao se aproximar da cancela, não tinha ninguém para contar o dinheiro e dar o troco e o comprovante. No lugar, apenas um totem de autoatendimento.

"Tive que pegar o cartão de débito da carteira para pagar", afirma Gustavo, que mantinha o costume de guardar moedas no carro, justamente para ajudar no troco do pedágio.

As cabines que aceitam pagamento em espécie são cada vez mais escassas nas rodovias do país.

Elas têm perdido espaço para pistas de passagem rápida, com leitura de tag colada no para-brisa, ou ainda totens e guichês com sistemas de autoatendimento para pagamentos com cartões e meios eletrônicos, como celulares e relógios inteligentes.

Por contrato, a disponibilidade de cobrança em espécie em pedágios continua obrigatória no estado de São Paulo, segundo a Artesp (agência reguladora paulista).