A Volkswagen conquistou o apoio de seus sindicatos para realizar a mais ampla reestruturação nos 89 anos de história da montadora alemã. Mas os maiores desafios para a empresa e seu CEO, Oliver Blume, ainda estão por vir.

Após surpreender os investidores nesta semana com um acordo para eliminar cerca de 50 mil postos de trabalho, Blume precisa colocar seu plano em prática, reduzindo custos que, segundo suas estimativas, são 30% superiores aos dos concorrentes e cortando a capacidade de produção em mais de 500 mil veículos por ano.

O acordo trabalhista "dá algum fôlego à Volkswagen, mas, no fundo, o problema está apenas sendo adiado", afirmou Matthias Schmidt, analista do setor automobilístico na Alemanha.

A Volkswagen precisa enfrentar uma série de desafios, da crescente concorrência chinesa às tarifas dos Estados Unidos, que corroeram suas margens de lucro e ameaçaram sua sobrevivência.

O acordo alimentou a esperança de que a icônica empresa alemã —e, de modo mais amplo, o combalido setor industrial do país— possa superar esses obstáculos. Ao mesmo tempo, ressalta o sofrimento que empresas e funcionários provavelmente enfrentarão à medida que os negócios se tornarem mais enxutos e menos complexos.