Sozinho em sua mesa de DJ e cercado de luzes, DJ cumpriu o papel do entertainer que é 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Calvin Harris no Palco Mundo do Rock in Rio 2026 — Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo Chuva? Vento? Frio? Nada disso parecia existir ou fazer alguma diferença para a multidão que saiu do conforto de casa a fim de estar na gigantesca boate a céu aberto comandada pelo DJ escocês Calvin Harris. Atração principal do Palco Mundo e produtor de hits planetários, ele começou seu set pouco depois da meia-noite com o que era esperado: som no talo, chamas, imagens suas alternadas com a do mar de gente na pista e uma daquelas faixas para tirar estátua do lugar: "Sweet nothing", uma de suas criações, com a cantora Florence Welch, do Florence + The Machine. Sozinho em sua mesa de DJ e cercado de luzes, Harris cumpriu o papel do entertainer, animando a plateia como muitos de seus colegas muito famosos - com gestual e frases clichê, mas sinceros. A música era o que havia de mais óbvio: os seus hits, como "Outside" (com a cantora Ellie Goilding), "One kiss" (com Dua Lipa) e "This is what you câmera for" (com Rihanna). E por mais simples que fosse a receita — de som, luzes e calor humano —, a reação do público era a de quem estava esperando anos por aquele momento mágico. Dentro das condições criadas em um palco como o Mundo, a força de um hit como "Blame" (com vocais de John Newman) é potencializada a quadrado — e não há, aparentemente, nada que Calvin Harris precise inventar mais ali, já que as músicas em seu set seguem uma ordem que pouco muda, sem quaisquer malabarismos de mixagem. "Feel so close", todos sabem, será seguida de uma versão de "Hey noy hey girl", dos Chemical Brothers, com um ataque de frequências graves que abalará as estruturas - e está tudo bem assim. "How deep is your love" e "Blessings" (com uma homenagem ao Brasil enxertada) dão a impressão de uma dance music congelada em algum ponto dos anos 2010, mas que serve bem aos anseios festeiros da massa do Rock in Rio— que, na noite de sábado, era uma galera mais para a juventude do que para a maturidade. Ainda assim, há acenos para o publico mais da antiga, como a citação de "Insomnia", clássico da música eletrônica dos anos 1990, do grupo inglês Faithless. "Alguém aqui se lembra de 2014?", perguntou Calvin Harris antes de mandar uma dos anos dourados em que começou seu domínio das pistas do mundo: "Summer". Mas logo estava voltando a outro mestre da eletrônica dos 90, Fatnoy Slim, na robótica "Eat, sleep, rave, repeat". Mas a cartola de sucessos próprios não tinha fim (assim como a animação do povo) e logo ele estava regendo um universo de braços ao som de "We found love", uma de suas músicas mais conhecidas, vom Rihanna). Logo depois, com "Levels" (de Aviici), Calvin Harris deu o seu adeus triunfal, após imaginar hora e meia que o seu público levará com carinho na memória - mais do que os perrengues da chuva. Onde e quando assistir ao Rock in Rio 2026? O Rock in Rio conta com transmissão ao vivo nos dias 4, 5, 6, 11, 12 e 13 de setembro, a partir das 15h15, pelo Multishow, e a partir das 15h50, pelo Canal Bis. No feriado do dia 7, a transmissão começa às 14h45 no Multishow e às 16h20 no Canal Bis. O Globoplay oferecerá sinal aberto para acompanhar os cinco palcos do Rock in Rio todos os dias, a partir das 15h30. Assinantes do plano Premium da plataforma de streaming também terão acesso à transmissão do Multishow em 4K, por meio de um sinal extra. A TV Globo exibirá flashes durante a programação e um especial todas as noites — às sextas (4 e 11/9), após o Globo Repórter; aos sábados (5 e 12/9), após o Altas Horas; aos domingos (6 e 13/9), após o Boletim Estrelas da Casa, e na segunda (7/9), após o Jornal da Globo.