De ajuda a voltar pra casa à assistência jurídica e psicológica em casos de assédio, o festival conta com pontos de auxílio à mulheres 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Campanha contra assédio no Rock in Rio — Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo Um festival como o Rock in Rio era pra ser só sobre diversão. Mas, para muitas mulheres, situações de assédio ainda fazem parte da experiência. Por isso, o evento conta com espaços de acolhimento e equipes preparadas para oferecer orientação, apoio psicológico e assistência jurídica para quem sofre qualquer tipo de violência de gênero. A Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres e Cuidados do Rio de Janeiro mantém dois centros de acolhimento dentro do festival: um próximo ao brinquedo Discovery e outro perto da entrada do evento. Os espaços funcionam durante todos os horários do festival. No local, mulheres podem receber atendimento de psicólogas, assistentes sociais e advogadas. A equipe oferece orientação e apoio para quem passar por situações de assédio ou outras formas de violência de gênero. — Aqui no festival acontece muito assédio e importunação sexual, quando um homem não entende que não é não. Então, os centros estão prontos para auxiliar essas mulheres — disse Tamires Ribeiro, psicóloga e diretora do CEAM Chiquinha Gonzaga. Além dos pontos fixos, profissionais da secretaria circulam pelo gramado para orientar e acolher quem precisar de ajuda. Eles podem ser identificados pelos coletes e pelos “pirulitos” roxos. — Você não está sozinha. Se você encontrar alguém de colete roxo, pode abordar e ficar à vontade que vai ser super bem recebida — completou Tamires. Suporte às mulheres no Rock in Rio 2026 — Foto: Júlia Aguiar Os banheiros do festival também têm QR Codes que direcionam para o WhatsApp da Secretaria. Basta enviar uma mensagem para solicitar atendimento. A equipe pode ir até o local e acompanhar a mulher até um dos espaços de acolhimento. QR Code "Não é Não" no Rock in Rio 2026 — Foto: Júlia Aguiar Outro ponto de apoio é o Rock Para Elas, uma sala exclusiva para mulheres ao lado do palco do Global Village. O espaço oferece absorventes, pontos para carregar o celular e atendimento psicológico e jurídico para quem precisar de acolhimento após uma situação de assédio ou violência. Para além das situações de violência de gênero, os centros de acolhimento também estão preparados para ajudar em outros momentos em que uma mulher possa se sentir vulnerável durante o festival. Perdeu o celular ou ficou sem bateria? Se desencontrou dos amigos e precisa de ajuda para voltar para casa? Sentiu que bebeu demais ou suspeita que alguém tenha colocado alguma substância em sua bebida? As profissionais estão disponíveis para orientar e ajudar a encontrar uma solução segura. — Os centros de acolhimento estão aqui para mostrar que as mulheres podem se divertir de forma segura e livre em um lugar como o Rock in Rio. E, mesmo quando ela se sentir vulnerável por alguma razão, tem um espaço onde pode ser ouvida, orientada e colocada em segurança de volta para casa — contou Valeska Fernandes, coordenadora técnica do enfrentamento à violência doméstica na SPM RIO. Mulheres que procurarem outros órgãos públicos presentes no festival também podem receber orientação. Esses serviços fazem o encaminhamento para os espaços de acolhimento, onde a equipe especializada pode dar continuidade ao atendimento. Onde encontrar os espaços de acolhimento: Centro de acolhimento da Secretaria: próximo ao brinquedo Discovery e perto da entrada do festival.Rock Para Elas: sala exclusiva para mulheres ao lado do palco do Global Village.Profissionais circulando pelo gramado: identificados por coletes e “pirulitos” roxos.Banheiros: QR Codes com acesso ao WhatsApp da Secretaria.