Durante uma transa, o parceiro da publicitária Gisele (nome fictício), 32, começou a enforcá-la, sem perguntar antes se poderia. Isso provocou nela um princípio de síndrome do pânico, ao que ele reagiu dizendo para ela "abrir mais a cabeça para essas coisas".
Relatos de mulheres sobre comportamentos violentos de homens no sexo, que incluem asfixias, tapas, cuspes e xingamentos sem consentimento, têm sido frequentes. As coisas até podem esquentar na cama, mas uma transa com pegada e prazerosa não funciona assim.
Sexo com pegada é aquele em que ambos estão curtindo, resume Laura Muller, especialista em educação sexual e colunista da Folha. "Mesmo que tenha movimentos mais bruscos, é uma transa que respeita até aonde pode ir."
Em contraste, um sexo violento ultrapassa os limites e fere a pessoa física ou emocionalmente, diz.
Uma postura agressiva na cama não deve ser confundida com BDSM —sigla para bondage, disciplina, sadismo e masoquismo. Muller explica que a prática envolve sentir prazer com dor, amarrações e dominação, sempre com consentimento.






