Cruz-maltino aplicou forte ritmo inicial, mas tricolor teve solidez defensiva e prevaleceu no duelo mental; substituição de Marcão, Acosta mostrou estrela para resolver jogo na etapa final 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Lucho Acosta fez gol da vitória do Fluminense sobre o Vasco — Foto: MARINA GARCIA / FLUMINENSE F.C. Foi difícil tirar os olhos do clássico entre Fluminense e Vasco na noite de ontem, mas menos pela qualidade da bola rolando no Maracanã do que pela quantidade de lances rápidos, duelos acirrados e discussões — esse último ponto até em demasia. No fim das contas, o tricolor chegou à vitória por 1 a 0 com gol de Lucho Acosta e encerrou uma incômoda sequência de quatro jogos sem bater o rival. Além disso, manteve-se no G4 do Brasileirão, enquanto o cruz-maltino dormiu mais uma noite na zona de rebaixamento. O Fluminense seguiu um "manual" de como sobreviver no confronto de ontem. Primeiro, resistiu e também contou com uma pitada de sorte para não sofrer gols no momento de maior pressão do Vasco. Depois, foi literalmente à luta enquanto o rival perdia a cabeça em uma série de disputas mais firmes. Por fim, encontrou as chances para resolver a vida no segundo tempo, e teve até brechas para conseguir um placar mais elástico. O gol teve o famoso "dedo do técnico". Acosta precisou de apenas três minutos em campo, após ser lançado por Marcão, para receber passe de Soteldo e se antecipar a Lucas Piton para vencer o goleiro Léo Jardim. Na origem da jogada, o venezuelano colocou Santiago Sosa para dançar pelo lado esquerdo da área. — O time fez um bom primeiro tempo, mas eles pressionaram bem. No segundo, podíamos ter um pouco mais a bola. Cada um que entra em campo tem que dar o melhor para esse time, e hoje fui eu. Antes foi o Serna, o Cano — disse Acosta, que não marcava há quase quatro meses. — Estou muito feliz por voltar a fazer um gol. Fazia um tempo que eu estava esperando esse momento. O lance se desenrolou no contexto de um segundo tempo que era mais fluido para o Fluminense. Até porque os 25 minutos iniciais de jogo foram de muita pressão vascaína e setores tricolores totalmente perdidos. A defesa empilhou erros de saída que entregavam a bola para o adversário praticamente de cara para o gol. O lado direito, com Soteldo e Renê, sofreu para marcar Andrés Gómez e Paulo Henrique. Ao mesmo tempo, a equipe praticamente não foi ameaçada, e Fábio foi pouco exigido. Marcão demorou, mas deslocou Canobbio para o setor, e estabilizou a retaguarda. Disputa de bola entre Fluminense e Vasco em clássico pelo Brasileirão — Foto: MARINA GARCIA / FLUMINENSE F.C. O cenário se repetiu na segunda etapa, com o tricolor não deixando a imposição do Vasco, já bem mais fraca por conta da queda física, se transformar em finalizações. No ataque, Ganso deu lançamento primoroso para Hulk, que teve chute cruzado defendido por Léo Jardim. Em um contra-ataque quando a equipe já tinha vantagem, Serna jogou fora uma grande oportunidade de matar o jogo logo cedo. Cruz-maltino perdeu a cabeça Por parte do Vasco, há muito a se lamentar, principalmente pela incapacidade de acertar o último passe ou criar boas condições de finalização. Pedro Emanuel escolheu promover a estreia de Bruno Duarte logo como titular, mas ele ainda não está entrosado com os companheiros. Em determinados momentos, faltou uma referência para completar as jogadas. Destaques iniciais, PH e Gómez se tornaram símbolos de como o roteiro se transformou. Sobretudo na metade final do primeiro tempo, o clássico ficou muito mais marcado pelas reclamações insistentes contra o árbitro Davi de Oliveira Lacerda e os muitos cartões amarelos distribuídos. Foram pelo menos dois grandes momentos de confusão nos quais até os reservas e técnicos se envolveram. Piton teve chute cruzado defendido por Fábio e, na base da pressão, Gómez e Sosa também perderam chances — o volante teve a bola para empatar o clássico no último lance, mas deu um “peteleco”. Um jogo que poderia estar nas mãos escapou até por aparente ansiedade em momentos chave. Esta era uma temporada que vinha sendo marcada por uma freguesia do Flu diante do Vasco, até pela eliminação na Copa do Brasil, mas termina bem para o tricolor. Agora com 45 pontos, o time se manteve em quarto no Brasileirão, e pode focar no jogo de ida das quartas de final da Libertadores, com o Platense, na terça-feira. Já o cruz-maltino fica com 25, ainda no 17º lugar. Também na terça, visita o Santa Fe, pelas quartas da Copa Sul-Americana.
Análise: Fluminense sobrevive à pressão no primeiro tempo e adota frieza para bater Vasco em clássico eletrizante
Cruz-maltino aplicou forte ritmo inicial, mas tricolor teve solidez defensiva e prevaleceu no duelo mental; substituição de Marcão, Acosta mostrou estrela para resolver jogo na etapa final







