Evolução dos implantes e das técnicas cirúrgicas ampliou as opções para as pacientes, mas não significa que próteses antigas precisem ser substituídas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O que mudou nas próteses de silicone? Virginia Fonseca coloca tema em evidência — Foto: Reprodução Instagram Virginia Fonseca voltou a aparecer nas redes sociais em meio a uma discussão sobre suas próteses de silicone. A repercussão recoloca em pauta uma questão que vai além da experiência de uma celebridade: os implantes mamários evoluíram nas últimas décadas, e modelos que eram comuns no passado podem deixar de ser a primeira escolha dos cirurgiões diante de novos materiais, evidências e técnicas. Mas isso não significa que toda mulher com uma prótese mais antiga precise substituí-la. Entre as preocupações relacionadas aos implantes está o chamado "encapsulamento". O termo é usado popularmente para descrever a contratura capsular, uma possível complicação após a colocação da prótese. A formação de uma cápsula de tecido ao redor do implante, por si só, é uma reação esperada do organismo. A preocupação surge quando essa estrutura se contrai de maneira excessiva, podendo deixar a mama endurecida, alterar seu formato e, em casos mais avançados, provocar dor. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica inclui a contratura capsular entre os possíveis riscos relacionados aos implantes. Para a cirurgiã plástica Alessandra Martinelli, é importante diferenciar a resposta natural do organismo de uma complicação. "Todo implante colocado no organismo provoca a formação de uma cápsula ao seu redor, e isso faz parte da resposta natural do corpo. O que chamamos de contratura capsular acontece quando essa cápsula começa a se contrair de maneira excessiva. A paciente pode perceber a mama mais endurecida, mudança no formato, deslocamento aparente da prótese e, nos graus mais avançados, dor. Existem diferentes fatores envolvidos nesse processo, por isso não podemos dizer que uma prótese necessariamente vai encapsular apenas por causa de um único elemento", explica. Próteses de silicone: o que a repercussão envolvendo Virginia Fonseca levanta sobre os implantes — Foto: Reprodução Instagram O que mudou nas próteses? A tecnologia dos implantes mamários passou por transformações importantes ao longo das últimas décadas. Superfície, formato, preenchimento, perfil e posição da prótese no corpo estão entre os aspectos considerados atualmente durante o planejamento cirúrgico. A superfície do implante, por exemplo, pode estar relacionada a determinadas complicações, mas essa associação é mais complexa do que a ideia de que um modelo específico simplesmente “encapsula”. Outros fatores também podem estar envolvidos, como hematoma, infecção e resposta inflamatória do organismo. A escolha, por isso, deixou de seguir uma fórmula única. "Hoje buscamos uma cirurgia muito mais personalizada. Não existe uma prótese ideal para todas as mulheres. Precisamos considerar anatomia, quantidade de tecido mamário, qualidade da pele, expectativa da paciente, tamanho do implante e técnica utilizada. Muitas vezes, aquilo que era uma escolha frequente há alguns anos deixa de ser a primeira opção porque surgiram novas evidências, materiais e formas de obter resultados mais naturais", afirma Alessandra. A evolução das próteses não significa, portanto, que exista uma linha que divida modelos "bons" e "ruins". A indicação depende de um conjunto de fatores e deve levar em conta tanto as características do implante quanto as condições de cada paciente. Prótese antiga precisa ser trocada? A mudança nas opções disponíveis também pode gerar uma dúvida entre mulheres que colocaram silicone há alguns anos: é preciso trocar a prótese porque aquele modelo já não é tão utilizado? Segundo Alessandra, não necessariamente. A idade do implante, isoladamente, não determina uma indicação de troca. A decisão depende do tipo de dispositivo, do histórico da paciente, dos exames e da presença ou não de alterações. "Não é porque determinado modelo perdeu espaço que toda paciente que possui aquela prótese precisa correr para retirá-la. O mais importante é manter acompanhamento e procurar avaliação se perceber endurecimento, alteração no formato da mama, dor, inchaço ou qualquer mudança diferente do habitual. A indicação de troca precisa ser médica e individualizada", ressalta a cirurgiã. Virginia Fonseca: por que alguns modelos de prótese de silicone estão perdendo espaço — Foto: Reprodução Instagram Quando procurar avaliação? Alterações como endurecimento, mudança no formato, deslocamento aparente, dor ou inchaço merecem avaliação médica, especialmente quando não faziam parte do padrão habitual da paciente. Esses sinais, por si só, não indicam necessariamente uma complicação específica, mas ajudam a identificar quando é hora de investigar o que está acontecendo. No caso das próteses, a evolução dos modelos não significa que mulheres que já têm implantes precisem substituí-los. A decisão deve considerar o histórico de cada paciente, o tipo de dispositivo, os exames e eventuais mudanças percebidas ao longo do tempo. Mais do que acompanhar o que está em alta, o importante é manter o acompanhamento médico e avaliar individualmente qualquer alteração.
Virginia Fonseca reacende discussão sobre próteses de silicone; entenda o que mudou
Evolução dos implantes e das técnicas cirúrgicas ampliou as opções para as pacientes, mas não significa que próteses antigas precisem ser substituídas






