O Financial Times diz que seu sorriso de comercial de pasta de dente lhe dá um ar de personagem criado por IA. A revista Der Spiegel o classifica como "o homem mais perigoso" do país. O Le Monde nota que ele prefere ser chamado de Ulli.
"Ulli?" A pergunta do militante, pouco antes do comício em Magdeburgo, nesta sexta-feira (4), mostra que o apelido não chegou a todo mundo.
Ulli é Ulrich Siegmund, 35, que está sendo escrutinado por boa parte do planeta porque pode se tornar o primeiro político de extrema direita a chegar ao poder na Alemanha desde a Segunda Guerra. Em termos mais dramáticos, desde o nazismo e Adolf Hitler.
Um passo e tanto para o país, possível de ser dado neste domingo (6) na eleição de Saxônia-Anhalt, um dos estados do leste que compunham a ex-Alemanha Oriental, berço de alemães ilustres, como Martinho Lutero, Otto von Bismarck e Friedrich Nietzsche.
Palco também, há três décadas, de uma onda de violência de skinheads e neonazistas contra imigrantes, homossexuais e ativistas conhecida como os "Anos do Taco de Beisebol". Apenas memórias.












