Para ex-ministro da Saúde, a trama revela a dimensão humana e essencial do trabalho dos socorristas do Samu 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Heloísa Jorge, 42 anos — Foto: Eusebio Mendonça Em qualquer pesquisa, a saúde aparece como um dos maiores problemas do país. Esta questão, que tanto infelicita o brasileiro, explode em dez capítulos em “Emergência 53”, série mais vista atualmente no Globoplay. Focada na rotina e nos dramas dos profissionais que atuam na linha de frente de uma unidade móvel do Samu, um dos braços do SUS, a série não esconde as dificuldades do sistema — como filas, falta de médicos e problemas de gestão. Mas também mostra as muitas vidas salvas, de gente que não tem dinheiro para se internar num hospital privado. “Além de retratar a saúde pública de um jeito mais humano, a série é uma homenagem a esses servidores públicos que funcionam como heróis da nossa sociedade”, diz Heloísa Jorge, 42 anos (foto), que na trama faz o papel da médica Glória, em conversa com Camila Araujo, da turma da coluna. Em um momento de forte emoção, a Dra. Glória, criada na Maré e cujo pai morreu por falta de um leito hospitalar, denuncia que o diretor do hospital está desviando dinheiro da saúde. O gestor tenta revidar falsificando a assinatura da médica, como se ela tivesse feito o desvio, mas não convence e é condenado. Heloísa se diz feliz diante da simpatia do público por sua personagem: “Eu acredito que muitas mulheres estão se sentindo representadas pela Glória, pois ela tem uma trajetória inspiradora que se conecta diretamente com a história de muitas mulheres pretas que saíram da periferia e ocuparam lugares destacados”. Para José Gomes Temporão, ministro da Saúde de 2007 a 2011, “Emergência 53” revela a dimensão humana e essencial do trabalho dos socorristas do Samu, “que enfrentam diariamente situações em que rapidez, técnica e coragem podem significar a diferença entre a vida e a morte”. A série, lembra também o ex-ministro, evidencia a enorme responsabilidade e a pressão a que esses profissionais estão submetidos: “Valorizar esses profissionais é, portanto, reconhecer e fortalecer o próprio SUS e seu compromisso de garantir saúde para todos e salvar vidas”. Além de Heloísa, a série, uma coprodução Globoplay e Conspiração Filmes, tem no elenco Yara de Novaes, Emílio Dantas, Ana Hikari, Raquel Villar, William Nascimento, Jaffar Bambirra e Emílio de Mello. Também conta com a participação especial de ninguém menos que Fernanda Montenegro, no papel de Dona Laura, que, mesmo enfrentando uma doença degenerativa, busca se divertir num bingo. “Emergência 53”, premiada no Berlinale Series Market, em 2026, foi criada por Andrucha Waddington, Cláudio Torres e o médico e roteirista Márcio Maranhão e terá, como revelou a Coluna Play, da coleguinha Anna Luiza Santiago, uma segunda temporada. Em tempo... Heloísa Jorge nasceu em Angola e veio para o Brasil com 10 anos. A atriz, acredite, ajudou a popularizar o penteado black power em sua terra natal (um hábito, então, um tanto em desuso lá), por meio de sua personagem Djamila, uma mulher empoderada, na telenovela angolana “Jikulumessu: abre o olho”, de 2014. “Muitas angolanas passaram a usar seus cabelos naturais por conta da personagem”, diz a atriz, que adorou fazer essa novela, uma espécie de volta para casa. Mas isso é outra história.
Heloísa Jorge vive Doutora Glória na série 'Emergência 53': 'Servidores públicos são heróis da nossa sociedade'
Para ex-ministro da Saúde, a trama revela a dimensão humana e essencial do trabalho dos socorristas do Samu
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