Presidente e candidato ao governo estadual vão estar juntos em comício em São José do Rio Preto neste sábado, e devem intensificar aparições conjuntas ao longo de setembro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Lula e Haddad mostram bandeira de São Paulo para a militância — Foto: Edilson Dantas/O Globo De olho em sair da estagnação nas pesquisas de intenção de voto ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) quer intensificar as agendas com o presidente Lula (PT) ao longo de setembro. Os dois estiveram juntos no lançamento da campanha do titular do Planalto em 16 de agosto, em São Bernardo do Campo, mas desde então o presidente dividiu sua agenda entre compromissos de governo e de campanha em Brasília e outros estados, deixando São Paulo em segundo plano. Durante esse mês, os dois devem aparecer mais juntos, a começar por um ato em São José do Rio Preto, no interior do estado, neste sábado (5). Será um ato público no centro da cidade, que vai reunir Lula, Haddad, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e as candidatas ao Senado pelo estado, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). A campanha de Haddad pediu a Lula espaços na agenda para caminhadas conjuntas na capital. A ideia é fazer ao menos duas, em periferias da Zona Sul e da Zona Leste do município, onde historicamente o PT tem bom desempenho eleitoral. Segundo interlocutores, já houve sinalização positiva para esses compromissos, e agora é preciso apenas conciliar agendas. Está em análise ainda uma caminhada na Avenida Paulista às vésperas do primeiro turno, repetindo o que foi feito em 2022. Naquele ano, tanto Lula quanto Haddad foram mais bem votados na cidade de São Paulo do que os candidatos da direita Jair Bolsonaro (PL), que tentava a reeleição ao Planalto, e Tarcísio de Freitas (Republicanos), que disputava o governo. Na maior parte das cidades paulistas, entretanto, os petistas enfrentam situação mais difícil. Por isso, a concentração em São José do Rio Preto é vista como estratégica por aliados para marcar posição também no interior do estado, a fim de ressaltar a transferência de recursos que o governo Lula tem realizado para municípios de todo o estado e projetos conjuntos com prefeituras. Outra agenda que a campanha do ex-ministro da Fazenda tenta conciliar é na Baixada Santista. Nesta região, o principal trunfo é o Túnel Santos-Guarujá, vitrine que é dividida entre Tarcísio e Lula, já que se trata de um projeto financiado pelos entes estadual e federal. A ideia é que, conforme se aproxima o primeiro turno, os dois sejam vistos juntos com mais frequência, para reforçar a dobradinha Lula-Haddad e fazer frente ao possível voto “Tarula” — fatia de eleitores que preferem o petista para presidente, mas em São Paulo querem Tarcísio como governador. Segundo pesquisa Quaest divulgada no fim de agosto, 11% dos lulistas em São Paulo optam por Tarcísio em um confronto direto com Haddad, além de 11% dos eleitores que se consideram de esquerda, mas dizem não se encaixar no termo. Esse campo representa, como um todo, cerca de um quarto do eleitorado paulista. Do outro lado, Haddad consegue atrair 2% dos votos dos bolsonaristas, além de 4% dos eleitores de direita que não se consideram seguidores do ex-presidente Jair Bolsonaro, de quem o candidato do Republicanos foi ministro. No recorte geral do levantamento, Tarcísio aparece com 40% das intenções de voto, contra 27% do petista no primeiro turno. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Depois aparecem Policial Edjane (Agir, 2%), Vera Lúcia (PSTU, 1%), Carlos Machado (PCB, 1%) e Vivian Mendes (UP, 1%). O levantamento também mostra que 13% dos entrevistados estão indecisos. Os brancos e nulos marcam 14%. Para Lula, fortalecer o palanque em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, é visto como fundamental, sobretudo porque ele empata com o adversário Flávio Bolsonaro (PL) no estado, segundo levantamento divulgado pela Quaest em 25 de agosto, que mostrou os dois com 30% das intenções de voto no estado.