PT oficializa candidatura do ex-ministro da Fazenda em convenção estadual levada a Campinas, neste sábado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que será oficializado pelo PT como candidato ao governo paulista — Foto: Brenno Carvalho/O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/07/2026 - 12:38 Haddad lança campanha ao governo de SP com apoio de Alckmin e França Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda, lança sua campanha ao governo de São Paulo pelo PT em Campinas, contando com o apoio dos ex-governadores Geraldo Alckmin e Márcio França. A convenção estadual visa reforçar sua presença no interior, buscando reduzir a diferença de votos em relação a Flávio Bolsonaro. A chapa inclui também Marina Silva e Márcio França, com articulação direta do presidente Lula. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Com a tarefa de reduzir a distância esperada de votos entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT) no maior colégio eleitoral do país, o ex-ministro da Fazenda e pré-candidato do PT ao governo do estado, Fernando Haddad, realiza o ato inaugural de campanha neste sábado (25), em Campinas, com a presença do padrinho. A convenção partidária levada para o interior reforça os planos de ampliar o apelo em cidades médias, agora com a ajuda de Geraldo Alckmin e Márcio França. Os dois ex-governadores, filiados ao PSB, estavam ausentes da mobilização até cerca de um mês atrás, em virtude da definição tardia da chapa. Espera-se que o suporte da dupla ajude a pelo menos igualar o resultado obtido há quatro anos, quando Haddad foi derrotado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), em segundo turno, com 44,7% dos votos válidos. A disputa está concentrada entre os dois, uma vez que coligaram com os principais partidos com representação no Congresso. — Por muitos anos, Campinas foi a cidade mais importante do Estado, antes de a capital se tornar o que se tornou. Então, é uma cidade muito interessante, do ponto de vista simbólico. Foi por isso que eu escolhi Campinas — disse Haddad antes da convenção do PDT, nesta sexta-feira (24). O vice-presidente da República pretende se envolver mais na campanha a partir de 2 de agosto, quando ocorre a convenção nacional do PT que o manterá na chapa do presidente Lula. Quatro vezes chefe do estado pelo PSDB, o político é visto como um ativo para aproximar o PT de eleitores mais de centro e da direita não bolsonarista. Ele também atrai naturalmente a pauta do tarifaço americano, por ter sido o principal negociador do governo federal na pauta. Alckmin comentou o assunto em vídeo recente gravado pela ex-ministra Simone Tebet (PSB), pré-candidata ao Senado. Em entrevistas, atribuiu ainda o desfecho da política externa a "maus brasileiros" que atuam contra os interesses nacionais. — Não vamos politizar essa questão — desconversou Alckmin ao ser questionado pelo GLOBO sobre como a pauta deve ser levada pelo grupo ao percorrer o estado. Assim como Lula tem procurado explorar a proximidade da família do ex-presidente Jair Bolsonaro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Haddad estende essa crítica a Tarcísio, seu principal rival nas urnas, a quem chamou de "ingênuo" por demonstrações de apoio no momento da posse do americano na Casa Branca. O governador critica "narrativas" sobre o tema e defende a continuidade das negociações diplomáticas para reverter as taxas. Márcio França (PSB), anunciado a contragosto como postulante a vice-governador do estado, e Marina Silva (Rede) candidata ao Senado ao lado de Tebet, completam a chapa articulada pelo presidente Lula em São Paulo. Haddad reúne os apoios de PSB, PSOL, Rede, PV, PCdoB e PDT na segunda tentativa de eleição consecutiva ao Executivo paulista. De início, demonstrou resistência à proposta de concorrer novamente, mas diz ter sido convencido pelo presidente da República. O encaixe de peças exigiu uma espécie de intervenção de Lula em Brasília, antes de um jogo do Brasil na Copa do Mundo, no dia 24 de junho. França queria primeiro ser candidato a governador, depois a senador por São Paulo. Foram quase três meses de impasse. A definição veio com diferença de dois meses para a chapa de Tarcísio, que engloba PL, PSD, MDB, União Brasil, Progressistas e outras siglas menores.
Ao inaugurar campanha, Haddad aposta na presença de Lula e em ex-governadores para reforço no interior
PT oficializa candidatura do ex-ministro da Fazenda em convenção estadual levada a Campinas, neste sábado











